Política

COMBATENDO AS MENTIRAS

Advogada destrói mentiras e prova que o Bolsa Família gera retorno econômico e social

Em vídeo nas redes sociais, Perla Müller rebate fake news com dados oficiais e compara gastos: programa custa 1,5% do PIB, enquanto renúncias fiscais

Por Luiz Brandão

Quarta - 18/02/2026 às 03:01



Foto: Redes sociais Perla Müller desmente fake news sobre o Bolsa Família
Perla Müller desmente fake news sobre o Bolsa Família

Em meio à enxurrada de desinformação que atinge as políticas sociais, a vereadora e advogada Perla Müller (PT) publicou um vídeo nas redes sociais desmentindo, com dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), três das principais fake news contra o programa Bolsa Família. A peça chega em um momento em que o ministério intensifica esforços para proteger a credibilidade da iniciativa que atende milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

1. "Quem recebe Bolsa Família não trabalha"? Dados mostram que 75% dos adultos têm emprego

A primeira mentira desmontada pela parlamentar é a de que o benefício gera acomodação. De acordo com estatísticas oficiais do governo federal, citadas por Perla, entre 70% e 75% dos adultos cadastrados no programa estão inseridos no mercado de trabalho, seja formal ou informalmente.

Além disso, dados do MDS revelam um fluxo positivo de saída do programa: entre 2024 e 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram de receber o auxílio, seja por terem conseguido empregos com melhor remuneração ou por renúncia voluntária ao benefício. "Então, é mentira que quem recebe Bolsa Família não trabalha", afirma a vereadora.

2. "Mulheres engravidam para receber o benefício"? Taxa de natalidade caiu mais entre pobres

Outra inverdade recorrente é a de que o programa incentiva a gravidez para obtenção de valores adicionais. Perla rebate a tese explicando que o adicional por criança é simbólico (R$ 150) e não cobre os custos reais da criação de um filho.

Dados oficiais comprovam o contrário: desde a criação do Bolsa Família, a taxa de natalidade entre as famílias mais pobres caiu de forma muito mais acentuada do que entre a classe média. A vereadora destaca que, ao priorizar o pagamento para as mulheres, o programa ampliou o poder de decisão feminina, facilitando o planejamento familiar e o acesso a métodos contraceptivos.

3. "O programa é muito caro para o país"? Custa menos que subsídios e isenções fiscais

A crítica sobre o custo do programa também é desfeita com números. Em 2025, foram destinados R$ 168 bilhões ao Bolsa Família, o que equivale a apenas 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Para contextualizar o peso desse investimento, Perla Müller compara os gastos:

· Plano Safra para o agronegócio: R$ 400 bilhões (2,4 vezes o valor do Bolsa Família).

· Renúncias fiscais (impostos que o governo deixa de arrecadar): R$ 618 bilhões (3,6 vezes o valor pago pelo programa social).

"Portanto, o Bolsa Família não é tão caro ao país como os críticos alardeiam", conclui a advogada.

O retorno social e econômico do programa

Além de desmontar as falácias, a vereadora reforça os ganhos concretos do investimento social. Diferente de subsídios setoriais que raramente exigem contrapartidas sociais tão rigorosas, o Bolsa Família exige que as famílias mantenham a vacinação das crianças em dia e a frequência escolar garantida.

O retorno também é econômico: para cada R$ 1 investido no programa, R$ 1,70 retornam aos cofres públicos em forma de arrecadação de impostos, aquecendo a economia local e girando o comércio nos pequenos municípios, onde o benefício tem forte impacto.

Fonte: Redes Sociais

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