Polícia

SUPOSTO MANDANTE

Vereador do Maranhão é preso suspeito de mandar matar homem no Sul do Piauí

Hélio Sousa Neto, conhecido como Hélio Tiví, nega envolvimento e diz confiar na Justiça

Da Redação

Quarta - 04/02/2026 às 19:48



Foto: Divulgação Hélio Tiví, vereador de Balsas (MA)
Hélio Tiví, vereador de Balsas (MA)

O vereador Hélio Sousa Neto (União Brasil), conhecido como Hélio Tiví, do município de Balsas, no Maranhão, foi preso na tarde desta quarta-feira (4) por suspeita de homicídio. Ele é apontado pela Polícia Civil como mandante do assassinato de Luís Carlos do Nascimento, ocorrido no município de Santa Filomena, no Sul do Piauí.

De acordo com o delegado Janilson Coutinho, responsável pelo caso, o parlamentar compareceu à Delegacia de Gilbués (PI) acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, ele negou qualquer participação no crime e chegou a levantar a hipótese de que outro familiar poderia estar envolvido.

Após prestar depoimento, Hélio Tiví foi preso e deverá passar por audiência de custódia amanhã.

Crime teria sido motivado por vingança

Luís Carlos do Nascimento foi morto a tiros em frente à própria residência, em Santa Filomena. Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por vingança, em razão da morte de Antônio Sousa Neto, irmão do vereador, registrada em 2024, no município de Riachão (MA).

À época, Luís Carlos chegou a ser preso suspeito de envolvimento no assassinato de Antônio Sousa Neto, mas respondia ao processo em liberdade. Meses depois, ele se mudou para o Piauí, onde vivia havia cerca de oito meses.

Justiça decretou prisão e apontou parlamentar como foragido

A Justiça do Piauí já havia decretado a prisão temporária de Hélio Tiví, apontando-o como o principal suspeito de ser o mandante do crime, ocorrido no dia 3 de outubro de 2025. Até então, o vereador era considerado foragido.

Segundo o diretor de Polícia do Interior, delegado Célio Benício, a vítima foi executada com pelo menos oito disparos de pistola calibre 9 milímetros, dentro da própria residência.

Veículo usado no crime teria sido alugado pelo vereador

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou um veículo de cor vermelha utilizado na ação criminosa. O carro era alugado, e o contrato de locação estaria em nome do vereador investigado.

Com base nesses e em outros elementos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do parlamentar, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Outras pessoas podem estar envolvidas

A Polícia Civil não descarta o envolvimento de outros suspeitos no crime. Segundo o delegado Célio Benício, novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.

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