Ex- candidato a vereador, Gasparino Lustosa Azevedo, de 37 anos, foi preso pela segunda vez pelo crime de estupro no município de Corrente. O homem, que cumpria pena em regime domiciliar, retornará ao sistema prisional após o sistema de monitoramento registrar sucessivas violações das regras de uso da tornozeleira eletrônica.
A captura foi realizada por agentes da Delegacia de Corrente em menos de 24 horas após a expedição do novo mandado judicial, emitido na quinta-feira (12). De acordo com as autoridades, a revogação do benefício ocorreu devido à falha do condenado em respeitar as limitações impostas pela Justiça.
Erro técnico e candidatura polêmica
O caso de Gasparino ganhou os holofotes nacionais após uma falha administrativa do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Mesmo com uma condenação definitiva, ele obteve uma certidão negativa de antecedentes criminais devido a um "erro técnico" no sistema do tribunal.
Com o documento em mãos, ele:
Filou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Disputou as eleições de 2024 para o cargo de vereador em Sebastião Barros.
Obteve 135 votos, alcançando a posição de primeiro suplente.
Entretanto, em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) corrigiu a situação ao cassar o diploma de suplente por unanimidade, reforçando que a condenação transitada em julgado suspende automaticamente os direitos políticos do cidadão.
Histórico do crime
Gasparino carrega uma condenação de 10 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. O crime ocorreu na zona rural de Sebastião Barros, na noite de Natal de 2015.
Segundo os autos do processo, ele agrediu e ameaçou de morte uma adolescente de 17 anos, mantendo-a sob violência por mais de uma hora dentro de um veículo. A vítima foi encontrada inconsciente e com diversos ferimentos em um local isolado após o ataque.
Em novembro de 2024, ele já havia sido alvo de uma operação de inteligência que o localizou em Brasília, onde figurava como foragido antes de progredir temporariamente para a prisão domiciliar agora revogada.
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