Polícia

BUZZI PERDE CARGO

STJ condena Marco Buzzi à perda de cargo por crimes sexuais

Decisão inédita foi unânime; quatro ministros preferiam aposentadoria compulsória.

Teresinha Ferreira

06 de agosto de 2026 às 15:15 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o ministro Marco Buzzi à perda de cargo por crimes sexuais.
  • A decisão foi unânime entre 28 ministros, aplicando a pena máxima de disponibilidade com perda de cargo segundo a nova regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • Quatro ministros propuseram a aposentadoria compulsória, uma punição mais branda, mas foram derrotados.
  • É a primeira aplicação desta nova penalidade máxima desde sua introdução pelo CNJ.
  • O julgamento foi a portas fechadas e contou com a reversão de posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apoiar a condenação mais severa.
  • As acusações contra Buzzi incluem relatos de assédio por duas mulheres, uma jovem de 18 anos e uma servidora de gabinete.
  • Buzzi negou as acusações e compareceu ao julgamento.
  • A condenação resulta em afastamento definitivo, mas mantém vencimentos proporcionais ao tempo de serviço até nova ação judicial da AGU.

Agência Brasil STJ condena Marco Buzzi à perda de cargo por crimes sexuais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o ministro Marco Buzzi à perda de cargo devido a acusações de crimes sexuais. A decisão unânime, com a participação de 28 ministros, acatou a pena máxima de disponibilidade com perda de cargo, conforme nova regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Quatro ministros votaram a favor da aposentadoria compulsória, uma punição menos severa que não implica na perda de cargo, mas foram derrotados. Entre eles estavam João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria.

A aplicação dessa penalidade é a primeira desde que o CNJ estabeleceu esta medida como a nova pena máxima para juízes envolvidos em faltas graves.

O julgamento, realizado a portas fechadas, começou com as sustentações orais das partes envolvidas, incluindo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que mudou sua posição para apoiar a condenação mais severa.

Buzzi enfrentou acusações de duas mulheres. Uma das vítimas, uma jovem de 18 anos, relatou assédio durante uma estadia em sua casa de praia. Outra acusação veio de uma servidora do gabinete. Buzzi negou as acusações e se fez presente durante o julgamento.

A condenação torna o afastamento de Buzzi definitivo, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Para perda total de salário, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá mover nova ação judicial, conforme estipulado em procedimentos anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Agência Brasil