OPERAÇÃO REAGENTE

Polícia Federal retoma nesta sexta-feira (03) investigações em 25 prefeituras do Piauí

Distribuidora de medicamentos Produ Lab, do empresário Ronaldo da Silva, está entre os alvos da PF


Polícia Federal na sede da Secretaria de Saúde de Picos

Polícia Federal na sede da Secretaria de Saúde de Picos Foto: Reprodução

Uma empresa de medicamentos e três prefeituras foram alvos da Polícia Federal, que deflagrou a Operação REAGENTE no Piauí para investigar um grupo criminoso que falsificou documentos públicos e superfaturou em até 40% a compra de testes rápidos para Covid-19 no Estado. Até o momento ninguém foi preso, entretanto, 28  municípios estão na mira da PF.

São eles: Acauã, Alvorada do Gurgueia, Arraial, Baixa Grande do Ribeiro, Belém do Piauí, Bocaína, Bom Jesus, Campo Grande do Piauí, Elizeu Martins, Francisco Macêdo, Fronteiras, Ipiranga do Piauí, Isaías Coelho, Júlio Borges, Landri Sales, Massapê do Piauí, Monsenhor Hipólito, Picos, Redenção do Gurgueia, Santana do Piauí, Santo Antônio do Lisboa, São João da Canabrava, São João do Piauí, São José do Peixe, São José do Piauí, São Luís do Piauí, Sebastião Leal, Sussuapara, Uruçuí. 

Os municípios são da região Sul do Estado. Teresina não está na lista, porém a distribuidora de medicamentos nacionais e importados ProduLab, que tem sede na capital, mais especificamente na Rua São Pedro, Centro, está entre as principais investigadas. O estabelecimento é do empresário Ronaldo da Silva. Além da empresa, o município de Picos, que tem a frente o prefeito Padre Walmir Lima (PT); município de Bom Jesus, onde o gestor é Marcos Elvas (PSDB) e a cidade de Uruçuí, que tem como prefeito o Dr. Wagner, são alvos da Polícia Federal na investigação.

Se são 28 municípios investigados, são 28 também as cidades que foram proibidas de repassar valores à ProduLab em decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). A partir de relatórios do TCE e do DENASUS é que as investigações ganharam corpo e colocou 70 agentes federais nas ruas piauienses para dar cumprimento a 17 mandados de busca e apreensão em Uruçuí, Bom Jesus e Picos. 

Investigados podem pegar até 20 anos de prisão

Empresários e políticos do Piauí investigados na Operação Reagente, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (02), podem pegar até 20 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa, desvio de recursos públicos e dispensa indevida de licitação. De acordo com a PF, um grupo criminoso falsificou documentos públicos e superfaturou em até 40% a compra de testes rápidos para Covid-19.

"Este trabalho compõe uma série de trabalhos da Polícia Federal em todo o Brasil que tem por objetivo desbaratar organizações criminosas e quadrilhas que atuam no desvio de recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19. Medidas judicais deferidas pela Justiça Federal em Picos. Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e do DENASUS indicam superfaturamento de 40% na compra desses testes. Segundo as investigações, o mesmo esquema criminoso se propagou para 28 municípios do Piauí. Os investigados vão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, desvio de recursos públicos e dispensa indevida de licitação, cujas penas somadas alcançam 20 anos de reclusão", disse. 


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