Polícia

SEGURANÇA PÚBLICA

Piauiense Chico Lucas assume coordenação do Escritório Antifacção no Rio de Janeiro

Secretário Nacional de Segurança Pública afirma que unidade vai reforçar o combate ao crime organizado, ampliar o apoio às operações policiais e enfraquecer financeiramente as facções

Natalia Costa

04 de julho de 2026 às 08:54 ▪ Atualizado há 45 minutos

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  • O secretário Chico Lucas coordena o novo Escritório Nacional Antifacção, parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
  • O escritório visa integrar esforços do Governo Federal, Rio de Janeiro e municípios contra organizações criminosas.
  • Prioridades incluem atacar as finanças das facções, crucial para enfraquecê-las.
  • Lucas destacou a colaboração com a Anatel para identificar atividades econômicas ilegais ligadas às facções.
  • A unidade oferece suporte em inteligência e logística para ações de segurança integradas nacionalmente.
  • O Rio de Janeiro recebe apoio federal para combater organizações que atuam em todo o Brasil.
  • O programa também inclui escritórios em São Paulo e Foz do Iguaçu, além de novas sedes do Coaf.
  • A estratégia combina inteligência policial, investigação financeira e operações conjuntas contra o crime organizado.
  • O ministro Wellington César sublinhou a importância do apoio permanente ao Rio de Janeiro.

Cerimônia, no Rio de Janeiro (RJ), oficializou a instalação do Escritório Nacional Antifacção. Foto: Tom Costa/MJSP
Cerimônia, no Rio de Janeiro (RJ), oficializou a instalação do Escritório Nacional Antifacção. Foto: Tom Costa/MJSP

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, natural do Piauí, passou a coordenar as ações estratégicas do novo Escritório Nacional Antifacção, inaugurado nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro. A unidade integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e tem como principal objetivo fortalecer a atuação conjunta entre o Governo Federal, o Estado do Rio de Janeiro e os municípios no enfrentamento às organizações criminosas.

Durante a inauguração, Chico Lucas destacou que uma das prioridades será atingir a estrutura financeira das facções criminosas, considerada um dos pilares do novo modelo de combate ao crime organizado.

"Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, e se o lucro financia as ações violentas, a gente tem que fechar esse gargalo. Então, já estamos levantando com a Anatel, por exemplo, todas as operadoras de telefonia e de internet que trabalham para o crime organizado, todas as atividades econômicas que foram capturadas por eles. Vamos mapear e eliminar os focos dessa infiltração e, principalmente, regular o mercado para evitar que esse tipo de coisa aconteça", afirmou.

Inteligência e apoio às operações

Segundo o secretário, o Escritório Nacional Antifacção permitirá uma atuação mais integrada da União com as forças de segurança estaduais, oferecendo suporte em inteligência, logística e operações de captura de criminosos.

Chico Lucas ressaltou que o Rio de Janeiro não pode enfrentar sozinho o avanço das organizações criminosas que atuam em diversos estados brasileiros.

"Não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa e todas essas operações sem o apoio da União. Então, o escritório vai trabalhar a nível estratégico de inteligência para apoiar outras unidades da federação, tanto na produção de conhecimento, nas operações, como também na captura de foragidos. Isso tudo em sinergia com os estados e com as forças de segurança."

Combate nacional às facções

O Escritório Nacional Antifacção é uma das principais iniciativas do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além da unidade no Rio de Janeiro, o governo federal também implantou escritórios em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR), além de novas sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A estratégia prevê a integração entre inteligência policial, investigação financeira e operações conjuntas para reduzir a atuação das organizações criminosas em todo o país.

Na solenidade de inauguração, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a presença permanente da pasta no Rio de Janeiro permitirá uma resposta mais eficiente aos desafios da segurança pública, considerando o papel estratégico do estado no combate às facções criminosas.

Fonte: Agência Brasil



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