PANDEMIA

“Não pode haver um Soltonavírus”, alerta Sindicato sobre soltura de 500 presos

Sindicato teme que portaria da Justiça cause sensação de insegurança para a população


Reunião entre diretores do Sinpoljuspi com o juiz Vidal em Teresina

Reunião entre diretores do Sinpoljuspi com o juiz Vidal em Teresina Foto: Reprodução/Instagram

Em entrevista ao Piauihoje.com na tarde desta sexta-feira (20), o vice-presidente do Sindicato de Policiais Penais do Piauí (SINPOLJUSPI), Vilobaldo Carvalho, comentou portaria baixada pelo juiz José Vidal que concede benefício da prisão domiciliar a mais de 500 apenados do regime semiaberto visando conter a propagação do Covid 19 nas unidades penais do estado.

Segundo Vilobaldo, a Secretaria de Estado da Justiça não possui tornozeleiras eletrônicas suficientes para todos os presos que serão beneficiados com a prisão domiciliar, o que vai dificultar a fiscalização realizada pelos agentes penais.

“A questão é mais relacionada à prisão domiciliar, o grande desafio é a fiscalização do cumprimento dessas medidas, já tomamos conhecimento de que a SEJUS, por exemplo, não tem tornozeleira eletrônica para todo mundo. [Se tivesse] facilitaria o acompanhamento pelo monitoramento eletrônico, mas vai além, não havendo a tornozeleira, outros meios têm que ser implementados, esse é o grande desafio, fazer cumprir essa medida. É preocupante para nós porque a quantidade de policiais penais é deficitária”, esclarece.

Nesse sentido, para o sindicalista, conceder o benefício a essa quantidade de apenados pode passar uma sensação de insegurança para a população, que já lida com a pandemia do Coronavírus.

“Nós entendemos que não pode haver também ‘Soltonavírus’, essas medidas têm que ser tomadas com a devida cautela para não colocar a sociedade em segundo pânico, pois além dessa preocupação relacionada ao Coronavírus, vamos ter também uma preocupação de insegurança”, alerta.

De acordo com o Sinpoljuspi, pelo menos 400 apenados ficarão em prisão domiciliar, mas sem o uso da tornozeleira eletrônica. "A informação que soubemos hoje é que não haveria tornozeleira eletrônica suficiente, que a SEJUS teria apenas mais cem tornozeleiras disponíveis, daí uma preocupação maior", conta.

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