EXTORSÃO FAMILIAR
Natalia Costa
13 de julho de 2026 às 13:36 ▪ Atualizado há 4 horas
Um homem foi preso em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, suspeito de arquitetar um plano para extorquir a própria irmã. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), ele exigiu R$ 30 mil da vítima para que um suposto atentado contra a família não fosse realizado. Após negociações, o valor foi reduzido para R$ 10 mil, quantia que acabou sendo entregue pela mulher aos criminosos.
De acordo com a investigação, a vítima começou a receber mensagens com ameaças graves enviadas por pessoas que diziam integrar uma facção criminosa. Os criminosos afirmavam que a família seria alvo de um ataque caso o dinheiro não fosse pago.
As ameaças se tornaram ainda mais graves quando os suspeitos passaram a citar o neto da vítima, de apenas seis anos, aumentando o desespero da mulher.
"Apavorada com o risco de seu neto sofrer atentado, a vítima acabou cumprindo com a exigência dos criminosos", explicou o delegado Luís Gustavo Timossi.
Sem condições de pagar os R$ 30 mil exigidos inicialmente, a vítima negociou com os criminosos, que aceitaram reduzir o valor para R$ 10 mil. Para conseguir o dinheiro, ela precisou fazer um empréstimo.
Em seguida, colocou o valor em uma sacola e entregou aos suspeitos no portão de casa, acreditando que estava protegendo a própria família.
Após o recebimento do dinheiro, os criminosos fugiram em um carro. Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança e informações de testemunhas, a Polícia Civil identificou o veículo utilizado na fuga e descobriu que ele seguia em direção ao norte do Paraná.
O automóvel foi localizado pela Polícia Militar na cidade de Imbaú, a cerca de 106 quilômetros de Ponta Grossa. Dois suspeitos foram presos em flagrante.
Durante a abordagem, os policiais descobriram que um dos presos era justamente o irmão da vítima, apontado como o mentor do crime. Segundo a polícia, ele cumpria pena utilizando tornozeleira eletrônica.
Os agentes recuperaram R$ 7,9 mil em espécie e apreenderam dois celulares. Um exame técnico realizado na delegacia confirmou que um dos aparelhos foi utilizado para enviar as mensagens de ameaça à vítima.
O outro suspeito preso confessou participação no crime e afirmou à Polícia Civil que o irmão da vítima foi quem planejou toda a extorsão.
As investigações continuam para identificar e prender o terceiro envolvido na ação criminosa.
O caso será investigado pela Polícia Civil do Paraná, que apura a participação de cada suspeito e a possível prática de outros crimes relacionados ao esquema.
Fonte: G1 Globo
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