Polícia

GAECO denuncia vigilância

GAECO acusa quatro de monitorar autoridades para o PCC

Grupo é acusado de vigiar promotor e coordenador prisional no oeste paulista

Teresinha Ferreira

28 de julho de 2026 às 21:51 ▪ Atualizado há 9 horas

Ver resumo
  • O GAECO denunciou quatro pessoas por monitorar o promotor Lincoln Gakiya e Roberto Medina.
  • O grupo agia em nome do PCC, com ameaças desde 2018.
  • As autoridades eram alvos após bilhetes de assassinato serem descobertos.
  • Os investigados buscavam armamento pesado para atentados.
  • Os denunciados tinham funções específicas de vigilância e coleta de dados.
  • Sergio e Adilson tinham ligações diretas com outros núcleos do PCC.
  • Sergio negociava armas e tentava ocultar suas ações, ligado a níveis superiores da facção.
  • A denúncia mostra coleta meticulosa de informações para planear ataques contra as autoridades.

Agência Brasil Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO)
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, denunciou quatro pessoas por monitorar a rotina do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. Conforme a investigação, o grupo agia em nome do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Desde 2018, Gakiya e Medina são alvos de ameaças, após bilhetes com ordens para assassiná-los serem descobertos. O GAECO revelou que o grupo seguia as rotinas das autoridades e estava em busca de armamento pesado. Os denunciados são Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeira, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior, todos com funções específicas de vigilância e coleta de dados.

As investigações destacaram que Sergio e Adilson tinham laços diretos com outros núcleos da facção. Sergio negociava a compra de armas e se mostrava mais comprometido em ocultar as ações e comunicações, estando em ligação com os níveis superiores da organização.

A denúncia, apresentada pelo promotor Juliano Carvalho Atoji, declarou que os acusados realizavam uma coleta meticulosa de informações, repassando-as ao setor da facção responsável por planejar ataques estratégicos. O objetivo era executar um atentado contra as autoridades.

Fonte: Agência Brasil