Polícia

CRIME EM IGUAÇU

Falso médico é acusado de crime em Nova Iguaçu

Diogo dos Santos Serpa usava identidade de outro para atender pacientes, diz MP

Teresinha Ferreira

20 de agosto de 2026 às 08:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Diogo dos Santos Serpa foi acusado de exercer medicina sem licença em Nova Iguaçu.
  • Ele usava a identidade de Jeferson Targino Sampaio para realizar atendimentos médicos.
  • Realizou consultas e procedimentos, incluindo o tratamento de uma criança com meduloblastoma.
  • Materiais falsificados, como carimbos e receituários, foram apreendidos.
  • Suspeita-se que ele tenha realizado cerca de 230 exames admissionais falsificados.
  • Juiz abriu ação penal com provas suficientes indicando prática criminosa.
  • Pedido de libertação foi negado devido ao risco de reincidência.
  • Novas investigações, incluindo avaliação pericial, são necessárias.

Agência Brasil Falso médico
Falso médico

Diogo dos Santos Serpa foi declarado réu pela Justiça do Rio de Janeiro acusado de praticar medicina sem licença em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. A denúncia, aceita pelo juízo da 2ª Vara Criminal, destaca que Serpa utilizava identidade e documentos de terceiros para realizar atendimentos médicos.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) afirma que Serpa se apresentava como o médico Jeferson Targino Sampaio, realizando consultas e procedimentos, incluindo o acompanhamento de uma criança diagnosticada com meduloblastoma grau IV entre outubro de 2025 e agosto de 2026.

Durante a investigação, foram apreendidos materiais como carimbos e blocos de receituário falsificados. A perícia confirmou que esses itens estavam prontos para uso com o propósito de simular a identidade médica de outra pessoa.

Há indicações de que Serpa também tenha realizado cerca de 230 exames admissionais, cuja veracidade ainda será averiguada no decorrer do processo judicial.

O juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves justificou a abertura da ação penal, citando a presença de provas suficientes que indicam a prática criminosa. O pedido de libertação de Serpa foi negado, mantendo sua prisão preventiva devido ao risco de reincidência.

O juiz destacou a necessidade de mais investigações, que incluem a obtenção do prontuário médico da paciente envolvida e a realização de nova avaliação pericial.

Fonte: Agência Brasil