Polícia

CASO OCORREU EM TIMON

Ex-diretor de creche investigado por abuso sexual é preso após romper tornozeleira

Investigado por estupro de vulnerável contra alunos de 2 e 3 anos em Timon, suspeito havia rompido a tornozeleira eletrônica e estava foragido

Da Redação

10 de julho de 2026 às 11:35 ▪ Atualizado há 55 minutos

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  • Alberto Luiz Freitas Monção, ex-diretor de uma creche em Timon (MA), foi preso após romper a tornozeleira eletrônica.
  • Ele é investigado por estupro de vulnerável contra crianças de 2 a 3 anos na creche.
  • Foi monitorado e preso em Teresina (PI).
  • A Justiça do Maranhão havia determinado sua soltura devido a descumprimentos de prazos processuais.
  • Restrições judiciais foram impostas após a revogação da prisão preventiva.
  • A investigação começou após a denúncia de familiares de uma criança.
  • Ele teria levado crianças para um local sem câmeras de vigilância.
  • Crianças autistas eram alvos preferenciais devido à dificuldade de comunicação verbal.

Reprodução Ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção
Ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção

O ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção foi preso nesta sexta-feira (10), em Teresina (PI) após romper a tornozeleira eletrônica e fugir no domingo (5). O homem de 49 anos é investigado por estupro de vulnerável contra crianças de 2 a 3 anos de idade que estudavam na creche.

Segundo a Polícia Civil, ele deixou um esconderijo na zona rural de Timon, seguiu para Teresina e passou a ser monitorado. Nesta sexta, foi localizado em uma casa na capital. Após a prisão, o homem foi levado à Central de Flagrantes.

Investigado tinha sido solto

A Justiça do Maranhão determinou a soltura de Alberto Luiz Freitas Monção, no dia 17 de julho, ele é investigado por supostos abusos sexuais contra crianças autistas em uma creche de Timon (MA). O suspeito exercia a função de diretor-adjunto da instituição na época em que os fatos vieram à tona.

A decisão foi assinada pelo juiz Rogério Monteles e teve como fundamento o descumprimento dos prazos processuais previstos em lei. Conforme o entendimento do magistrado, o Ministério Público não apresentou denúncia dentro do período legalmente estabelecido e ainda concordou com a ampliação do prazo solicitado durante as investigações.

Apesar de autorizar a soltura, o Judiciário avaliou que o caso ainda exige cautela. Por esse motivo, a prisão preventiva foi revogada, mas substituída por restrições judiciais que deverão ser cumpridas pelo investigado.

Investigação começou após denúncia da família

O caso passou a ser apurado após familiares de uma das crianças procurarem a polícia ao perceberem sinais que levantaram suspeitas de violência. Segundo os relatos, a vítima apresentava dores e comportamentos que motivaram a busca por esclarecimentos.

A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou uma série de diligências e passou a analisar imagens registradas pelas câmeras de monitoramento da creche.

Crianças eram levadas para local sem câmeras

De acordo com os investigadores, o suspeito costumava retirar algumas crianças das salas de aula durante o horário de funcionamento da unidade e conduzi-las até um depósito instalado próximo à diretoria.

As apurações indicam que o espaço não possuía monitoramento por vídeo. Conforme a polícia, uma câmera que funcionava no local teria sido removida após o investigado assumir suas atividades na instituição.

Ainda segundo a investigação, registros obtidos pelos policiais mostram o então diretor levando alunos até o depósito e permanecendo com eles por determinados períodos.

Crianças autistas eram alvos preferenciais, diz polícia

A Polícia Civil informou que o investigado teria escolhido, principalmente, crianças autistas com dificuldades de comunicação verbal, circunstância que dificultaria a revelação dos supostos abusos.

Uma testemunha considerada essencial para o andamento do inquérito relatou ter estranhado diversas vezes a atitude do suspeito ao retirar alunos das salas sem justificativa aparente. Segundo os investigadores, a pessoa chegou a questioná-lo repetidamente sobre a prática.

As denúncias provocaram forte repercussão em Timon e resultaram na interdição da creche após o início das investigações.