Política

CONTRA VIOLÊNCIA

Piauí adere a Pacto Nacional e tem meta de zerar casos de feminicídios

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra Márcia Lopes estiveram em Teresina e destacaram os resultados já alcançados pelo Piauí, que reduziu o feminicídio em 60%

Da Redação

31 de julho de 2026 às 15:11 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Piauí aderiu ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios com a presença de autoridades, incluindo a primeira-dama Rosângela Lula da Silva.
  • O estado reduziu em 60% os casos de feminicídio, com 10 vítimas no primeiro semestre de 2026, em comparação a 25 no mesmo período de 2025.
  • A meta do Piauí é zerar os casos de feminicídio, destacando a importância de uma rede integrada de proteção às mulheres.
  • A Patrulha Maria da Penha tem mostrado eficácia, com nenhuma mulher acompanhada pelo programa sendo vítima de feminicídio.
  • O secretário nacional de Segurança Pública sublinhou a importância da adesão dos estados ao Pacto para fortalecer a integração federativa contra a violência.
  • O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde a criação do termo em 2015.
  • Novas medidas, como o Decreto de Proteção às Mulheres no Ambiente Digital e a criminalização da misoginia, estão sendo desenvolvidas para enfrentar a violência contra as mulheres.

Governo do Piauí Piauí aderiu ao Pacto Nacional de Prevenção aos FeminicídiosG
Piauí aderiu ao Pacto Nacional de Prevenção aos FeminicídiosG

O Piauí aderiu ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios em solenidade ocorrida nesta quinta-feira (30), com a presença da primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, a Janja, da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e do governador Rafael Fonteles. Neste primeiro semestre, o Piauí registrou 10 vítimas, diante de 25 ocorrências no mesmo período do ano passado. A queda foi de 60%. Apesar do avanço, a meta do Estado é zerar casos.

"O Piauí tem sido exemplo para o Brasil. A rede de proteção às mulheres tem funcionado de forma eficiente, tanto na capital quanto no interior, e tem salvado vidas. O Estado precisa atuar de forma integrada, e não de maneira isolada, para fortalecer o combate ao feminicídio e ampliar a rede de proteção e assistência às mulheres. Cada estado que adere ao pacto passa a integrar uma grande rede que afirma que nenhuma mulher está sozinha. O único número aceitável de feminicídios é zero. Hoje, o Piauí reafirma seu compromisso com esse pacto, reconhecendo sua importância. Todos precisam trabalhar juntos para romper o ciclo da violência, construindo uma grande rede de proteção, acolhimento, compromisso e ação em defesa das mulheres", disse.

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Rosângela Lula da Silva, a Janja e Rafael Fonteles | Foto: Governo do Piauí

Rafael Fonteles destacou que as denúncias e as medidas protetivas tem contribuído para salvar mulheres. "Nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio no Piauí. Esse é um dado concreto que demonstra a importância das denúncias, das medidas protetivas e do acompanhamento às vítimas. Precisamos integrar cada vez mais as instituições que atuam nessa agenda. Reduzimos os casos de feminicídio em 5% em 2025 e, agora, em 60% em 2026. É claro que ainda não estamos satisfeitos. O nosso objetivo é fazer com que aquilo que hoje pode parecer uma utopia se torne realidade: feminicídio zero", afirmou.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a importância da adesão dos estados ao Pacto, ressaltando que a iniciativa fortalece a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento à violência contra as mulheres. "É muito importante que os estados adiram ao Pacto Nacional. O governador Rafael Fontel já tinha colocado isso como uma pauta prioritária, bem como o presidente Lula. E essa integração interfederativa entre os estados é fundamental porque a política pública é executada nos estados, pelos municípios e à União cabe sistematizar e financiar. Esse pacto não é uma política de governo, mas de Estado", disse.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que o Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde a criação dessa classificação penal, em 2015. O levantamento também contabilizou 4.189 tentativas de feminicídio.

Durante entrevista coletiva, a primeira-dama também ressaltou a importância dos novos instrumentos de proteção às mulheres que estão sendo instituídos nacionalmente, especialmente aqueles que impedem o avanço da misoginia. 

"O feminicídio é o último estágio da violência contra as mulheres. Ele começa em vários ambientes, inclusive nas redes sociais com o ódio e a misoginia, que tem cooptado a juventude. Um menino de 12 anos participando de um estupro coletivo não é normal. O Brasil hoje tem o Decreto de Proteção às Mulheres no Ambiente Digital, que espero que seja aprovado no Congresso.  E também trabalhamos para a aprovação da lei que criminaliza a misoginia, seja no mundo real ou no mundo digital", disse Janja.