Polícia

CONFUSÃO ARMADA

Empresário é indiciado por tomar arma de policial durante confusão em churrascaria

Caso ocorreu na virada do ano de 2024 para 2025 e também resultou no indiciamento de outras duas pessoas; inquérito foi encaminhado à Justiça

Da Redação

Terça - 27/01/2026 às 12:41



Foto: Reprodução Momento antes de começar a confusão em restaurante da Zona Sul de Teresina
Momento antes de começar a confusão em restaurante da Zona Sul de Teresina

O proprietário da Churrascaria Velho Oeste, localizada no Residencial Esplanada, na zona Sul de Teresina, foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI) por subtrair a arma de fogo de um policial militar durante uma confusão registrada na noite de 31 de dezembro de 2024. Além do empresário, outras duas pessoas também foram indiciadas no mesmo inquérito, inclusive o policial militar.

O empresário foi indiciado pelos crimes de constrangimento ilegal, exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, exercício arbitrário das próprias razões e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Já o policial militar foi indiciado pelo crime de expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente, tendo como vítima a coletividade.

A investigação foi conduzida pelo delegado Jarbas Lima, titular do 23º Distrito Policial de Teresina. Conforme a Polícia Civil, a ocorrência teve início por volta das 21h45 do dia 31 de dezembro e se estendeu até cerca de 1h45 do dia 1º de janeiro de 2025.

As apurações indicam que o episódio envolveu um policial militar, sua esposa, seguranças do estabelecimento e o dono da churrascaria. A situação evoluiu para agressões físicas, constrangimentos e terminou com a subtração da arma funcional do policial, que pertence ao patrimônio do Estado do Piauí.

Parte relevante dos acontecimentos foi registrada por câmeras de segurança do próprio estabelecimento, além de vídeos gravados por celulares de clientes que estavam no local. Esses materiais audiovisuais foram fundamentais para a reconstituição da dinâmica dos fatos, segundo a Polícia Civil.

No relatório final do inquérito, o delegado destacou que, apesar de a legislação permitir o porte de arma de fogo por policiais, o consumo de bebida alcoólica associado ao porte de armamento é considerado moralmente reprovável, por aumentar os riscos à coletividade. Essa conduta, conforme o relatório, está sendo apurada separadamente pela Corregedoria da Polícia Militar.

De acordo com a Polícia Civil, os indiciamentos se baseiam em provas materiais, testemunhais e audiovisuais, consideradas suficientes para comprovar a materialidade dos crimes e os indícios de autoria. O inquérito policial já foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.

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