OPERAÇÃO LENTE OCULTA
Da Redação
29 de maio de 2026 às 10:32 ▪ Atualizado há 39 minutos
Preso suspeito de armazenar e vender vídeos de relações sexuais sem autorização das vítimas, o motorista de aplicativo José Cleiton da Silva utilizava pastas de escritório adaptadas para gravar mulheres de forma escondida em Teresina.
O esquema foi detalhado pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), durante a operação “Lente Oculta”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (29).
Segundo a Polícia Civil, José Cleiton gravava e comercializava os vídeos íntimos por meio de perfis e automatizações, conhecidas como “bots”, no aplicativo Telegram. O acesso ao material era vendido por R$ 75.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, os policiais encontraram as pastas usadas para esconder o celular utilizado nas gravações clandestinas.
Em vídeo divulgado pela investigação, o delegado mostrou que capas de celular compatíveis com o aparelho do suspeito foram coladas no interior das pastas. Um pequeno furo foi feito exatamente na área da câmera, permitindo a gravação sem levantar suspeitas.
Devido à estampa de bolinhas do material, o buraco ficava praticamente imperceptível.
“Isso é para colocar para vocês, para a sociedade, tomem muito cuidado com quem você se relaciona. Seja na internet ou na questão física. Você pode estar sendo filmado sem saber e as suas cenas irão para a internet ser divulgadas, vendidas, comercializadas. Ande com quem você confia”, alertou o delegado Humberto Mácola.
As investigações apontam que diversas mulheres foram vítimas do suspeito. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar outras possíveis vítimas e a extensão da divulgação do conteúdo.
Fonte: Polícia Civil do Piauí
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