LUTO
Da Redação
04 de junho de 2026 às 13:40 ▪ Atualizado há 1 hora
O corpo do delegado Ronaldo Lopes de Oliveira, da Polícia Civil do Pará, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (4) em um terreno na zona rural entre Teresina e União. A vítima estava desaparecida desde a segunda-feira (1º).
Ronaldo Lopes era titular da unidade da Polícia Civil em Mosqueiro, distrito de Belém. Segundo informações das autoridades e de familiares, o delegado saiu do município de Castanhal (PA) com destino a Igarapé-Açu (PA), onde buscaria a filha, mas não chegou ao local. Desde então, forças de segurança realizam buscas para localizar o delegado.
Durante o deslocamento, o delegado realizou abastecimentos em cidades do Maranhão, incluindo Boa Vista do Gurupi e Bacabal. Após perderem contato com ele, familiares registraram um boletim de ocorrência e acionaram as autoridades.
As buscas levaram à localização do carro utilizado pelo delegado em uma região rural da capital piauiense. O veículo foi encontrado trancado e com o colete balístico da vítima em seu interior.
As equipes da Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e da Polícia Civil do Pará passaram a atuar de forma conjunta nas investigações.
Segundo relatos de familiares, Ronaldo Lopes enfrentava um quadro de depressão nos últimos meses, informação que também passou a integrar as linhas de apuração do caso.
Novas informações apontam que o local onde o corpo foi encontrado possuía ligação com a história da família do delegado. Conforme apurado pelas autoridades, a área teria sido habitada por seu pai e irmãos durante anos, o que daria um significado especial ao terreno.
Próximo ao corpo, também foram encontradas algumas bebidas, enquanto o carro da vítima estava na mesma região. Moradores relataram que o veículo chamou atenção após ser visto durante a madrugada. As condições do terreno dificultaram parte dos trabalhos iniciais realizados pela perícia.
Ronaldo Lopes deixa uma filha residente no Pará. Além da carreira policial, ele teve passagem pela política e chegou a ocupar o cargo de prefeito do município de Igarapé-Açu, no estado paraense.
O delegado também esteve à frente de investigações de grande repercussão no Pará. Em abril deste ano, participou da prisão de um suspeito envolvido na morte da cantora Ruthetty, encontrada sem vida dentro de sua residência, em Belém, em dezembro do ano passado. Antes de ingressar na Polícia Civil do Pará, Ronaldo Lopes também atuou como agente de polícia no Piauí.