DENÚNCIA
Natalia Costa
26 de junho de 2026 às 11:49 ▪ Atualizado há 1 hora
O professor de Pedagogia Felipe Costa, servidor efetivo da Prefeitura de Demerval Lobão desde 2019, denuncia estar sendo vítima de perseguição e assédio moral por parte da Secretaria Municipal de Educação. Diagnosticado com fibromialgia, depressão e ansiedade, ele afirma que teve cerca de R$ 1,2 mil descontados do salário, mesmo após apresentar atestados médicos, declarações de comparecimento e documentos que justificariam as ausências para consultas, terapias e outros atendimentos de saúde.
Ele diz ter sido transferido para uma função administrativa, com aumento da carga horária, o que impede a realização de consultas e terapias.
O servidor afirma que procurou a Secretaria Municipal de Educação diversas vezes para tentar resolver a situação administrativamente, mas diz que não obteve resposta.
"Já tentei de todas as formas, pela via administrativa, pessoalmente e por telefone. São irredutíveis", afirmou.
Segundo o professor, os problemas começaram em fevereiro deste ano, quando ele foi informado de que deixaria a Escola Municipal Santa Elias, localizada na zona rural do município, onde atuava como professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) acompanhando crianças com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento.
O professor relata que a mudança ocorreu sem que houvesse solicitação de sua parte ou justificativa apresentada pela gestão municipal. Ele afirma que foi transferido para o Núcleo de Atendimento Educacional Especializado (NAEEL), onde passou a exercer uma função administrativa.
Além da mudança de lotação, o professor diz que teve alteração na jornada de trabalho. Segundo ele, antes cumpria 20 horas em sala de aula e tinha outras 10 horas destinadas ao planejamento pedagógico, parte delas realizadas em casa, o que permitia conciliar a rotina profissional com o tratamento médico.
Agora, de acordo com Felipe, a jornada passou a ser integralmente presencial, das 7h às 13h, dificultando a realização das consultas e terapias.
"Agora eu estou na função administrativa. Eles tiraram essa redução e querem que eu trabalhe de segunda a sexta, de 7h às 13h. Não está tendo como eu fazer os meus acompanhamentos médicos, fazer as terapias. E quando eu preciso me ausentar para fazer esses acompanhamentos, eles colocam falta e não levam em consideração as declarações e os atestados que eu apresento", relatou.
O servidor afirma que, no mês passado, recebeu o contracheque com desconto de aproximadamente R$ 1,2 mil.
"As minhas faltas foram todas justificadas, ou com atestados ou com declarações. Também apresentei folgas da Justiça Eleitoral, mas mesmo assim houve o desconto", disse.
Em nota enviada ao Portal Piauí Hoje, a Secretaria Municipal de Educação de Demerval Lobão disse que o servidor deixou de receber uma gratificação por não atuar mais em sala de aula e os descontos no salário correspondem apenas a horas que, de acordo com a secretaria, não foram justificadas por atestados médicos.
Confira a nota na íntegra:
"Informamos que o profissional em referência está atualmente lotado em função administrativa e automaticamente deixa de receber a gratificação que recebia como professor em sala de aula por cuidar de criança neurodivergente. Informamos ainda que as horas descontadas foram as que não estão justificadas com atestado.
O profissional autor da denúncia recebe salário referente a professor, porém por não estar em sala de aula perde o valor da gratificação, o que se aplica a todo servidor que deixa de atuar em sala de aula."
INVESTIMENTO
CONFIRMADO
SÃO JOÃO DO ARRAIAL
MOBILIDADE URBANA
EVENTO
INVESTIMENTO