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OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO

MP deflagra operação contra desvio de recursos em Floriano

Ação investiga fraudes em licitações e desvio de verbas públicas no Piauí com prisões e apreensões

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 07:52 ▪ Atualizado há 33 minutos

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  • Operação (DES)CONCRETAR investiga desvio de recursos e fraudes em licitações em Floriano e Teresina.
  • Iniciativa do Ministério Público do Piauí com apoio do GAECO.
  • Foram cumpridos 19 mandados de busca e emitidos quatro mandados de prisão.
  • Investigação começou após denúncia de irregularidades na reforma de mercado em Floriano.
  • Inclui afastamento de sigilos bancário e telefônico, revelando fraudes e movimentações suspeitas.
  • Esquema envolve direcionamento de contratos, aditivos superfaturados e lavagem de dinheiro.
  • Indícios de repasses ilegais a políticos e comunicação sobre entrega de dinheiro.
  • Apreensões de bens e ativos até R$ 22,9 milhões; empresas proibidas de novos contratos públicos.
  • Objetivo é desmantelar crime organizado, recuperar valores e responsabilizar envolvidos.

Ministério Público do Piauí (MPPI) Operação contra desvio de recursos em Floriano
Operação contra desvio de recursos em Floriano

O Ministério Público do Piauí, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Floriano e com apoio do GAECO, iniciou nesta quinta (10) a operação (DES)CONCRETAR para investigar desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. A ação ocorreu em Floriano e Teresina, com 19 mandados de busca e quatro de prisão.

A investigação começou após denúncia de vereadores sobre irregularidades na reforma do Mercado Público Central de Floriano. Autorizada judicialmente, a coleta de provas incluiu afastamento de sigilos bancário e telefônico, revelando fraudes em licitações, aditivos ilegais e movimentações financeiras suspeitas.

O esquema funcionava com aproximação política antes das licitações, direcionamento de contratos, aditivos superfaturados e subcontratação das obras. Parte dos recursos desviados era lavada através de transações bancárias que escondiam os valores reais movimentados.

Foram identificados indícios de repasses ilegais a agentes políticos locais e comunicação entre membros do grupo sobre entrega de dinheiro, reforçando suspeitas de financiamento para manter o esquema funcionando.

A operação inclui prisões temporárias e apreensões de bens e ativos financeiros até R$ 22,9 milhões. Empresas envolvidas estão temporariamente proibidas de novos contratos com a administração pública.

Segundo o Ministério Público, a operação visa desmantelar o crime organizado contra a administração pública, recuperar valores desviados e responsabilizar os envolvidos.

Operação GAECO 2
Operação GAECO 3
Operação GAECO 4

Fonte: Ministério Público do Piauí (MPPI)