Mundo

Alerta climático global

ONU alerta para impacto global do aquecimento além de 1,5°C

Especialistas destacam riscos para saúde, economia e agricultura com aquecimento excessivo.

Teresinha Ferreira

02 de setembro de 2026 às 20:11 ▪ Atualizado há 29 minutos

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  • O anúncio das Nações Unidas alerta para o aumento de desastres naturais, ondas de calor e secas com o aquecimento global.
  • André Guimarães do IPAM enfatiza a necessidade de ações urgentes contra a crise climática.
  • Thelma Krug destaca que o aquecimento contínuo exige a redução imediata de CO2.
  • A temperatura global está 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, precisando de ação rápida.
  • Sergio Margulis menciona perdas econômicas de 2% do PIB global e a necessidade de investir em energia sustentável.
  • Claudio Angelo afirma que abandonar o objetivo de 1,5°C não é uma opção e ressalta a importância de decisões na COP31.

Agência Brasil Impacto global do aquecimento além de 1,5°C
Impacto global do aquecimento além de 1,5°C

Desastres naturais, ondas de calor e secas podem se tornar mais frequentes à medida que o mundo ultrapassa o limite de 1,5°C de aquecimento. Segundo especialistas, este é um dos principais alertas destacados em um anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2).

O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, frisa a necessidade de ações urgentes para combater a crise climática. "Hoje é um dia triste para a humanidade. Fomos derrotados por nós mesmos", lamenta Guimarães, apontando a necessidade de redesenhar o futuro do planeta.

Em evento do Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima, Thelma Krug, destacou que o aquecimento contínuo exige ações imediatas, como a redução de dióxido de carbono na atmosfera.

Com a temperatura global já 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, Thelma alerta sobre a urgência das medidas: "Teríamos apenas três ou quatro anos para limitar o aquecimento se as emissões continuarem no ritmo atual".

Sergio Margulis, economista do Instituto Internacional para Sustentabilidade, ressalta os impactos econômicos. Segundo ele, as perdas já chegam a 2% do PIB global e é crucial investir em transição energética.

Claudio Angelo, do Observatório do Clima, reforça que o relatório da ONU é um chamado à ação: "Abandonar o objetivo de devolver os termômetros a 1,5ºC não é uma opção". Ele destaca a urgência de interromper a expansão dos combustíveis fósseis e a oportunidade para decisões importantes na COP31.

Fonte: Agência Brasil