Piauí Hoje Veículos
Sérgio Dias
22 de setembro de 2026 às 22:15 ▪ Atualizado há 50 minutos
As oficinas brasileiras precisam adaptar procedimentos e capacitar profissionais diante do crescimento da frota de veículos eletrificados. A manutenção desses modelos envolve sistemas de alta tensão, baterias, eletrônica de potência, gerenciamento térmico e comunicação entre módulos, modificando a forma de identificar falhas e realizar reparos.
“A Tramontina PRO está sempre acompanhando o mercado. Apoiamos e viabilizamos a transição energética do setor automotivo, oferecendo a infraestrutura necessária para que os veículos de baixa emissão continuem rodando com segurança”, afirma Felisberto Moraes, diretor comercial da Tramontina.
Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, 215.023 unidades foram comercializadas entre janeiro e junho. O total representa crescimento de 125% diante das 95.493 registradas no mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2016, as vendas haviam somado 451 veículos.
Embora os veículos elétricos possuam menos componentes mecânicos sujeitos a trocas periódicas, sua manutenção exige a análise conjunta dos sistemas elétricos, eletrônicos e térmicos. Algumas substituições tornam-se menos frequentes, mas aumenta a necessidade de diagnóstico e interpretação das informações produzidas pelo próprio automóvel.
“Ela passa pelo diagnóstico de um sistema eletromecânico integrado, no qual alta tensão, eletrônica de potência, comunicação entre módulos, gerenciamento térmico e estratégias de controle precisam ser analisados em conjunto”, explica Nelson Fernando da Silva, especialista em Veículos Elétricos pela Escola do Mecânico.
O profissional precisa descobrir por que o sistema limitou, desenergizou ou impediu o funcionamento do veículo. Uma falha identificada em uma peça pode ter origem em outro ponto, como temperatura, alimentação elétrica, comunicação entre módulos ou acionamento de uma estratégia de proteção.
As intervenções em alta tensão exigem cuidados diferentes daqueles adotados em veículos a combustão. Ferramentas isoladas ajudam a reduzir riscos de choque e curto-circuito, mas devem ser usadas por profissionais capacitados e dentro de procedimentos que incluam isolamento da área e verificação da desenergização.
A formação dos mecânicos passa a incluir baterias, redes de comunicação, eletrônica de potência, gerenciamento térmico, equipamentos de diagnóstico e análise de dados. O reparador continuará substituindo componentes, mas precisará determinar a causa da falha antes de realizar a troca.
O crescimento da frota eletrificada também exige planejamento das oficinas. Capacitação, ferramentas, organização do ambiente e cumprimento dos procedimentos de segurança precisam acompanhar a chegada desses veículos para que o atendimento ocorra sem riscos aos profissionais, aos clientes e aos sistemas instalados no automóvel.
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
Fonte: Sérgio Dias
Natural de Pernambuco, é jornalista em São Paulo, editor dos jornais Alpha Autos e BLEH!, do blog Alpha Lazer e da fanpage @CoisaVelha - que tem mais de um milhão de seguidores no Facebook e Instagram. É Top4 dos “+Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva 2023”, na votação promovida pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva.
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