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CONFLITO INTERNACIONAL

EUA e Israel atacam Irã; Teerã reage com mísseis e tensão se espalha pelo Oriente Médio

Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades iranianas; governo americano diz que operação mira programa nuclear

Por Redação

Sábado - 28/02/2026 às 10:38



Foto: Reprodução/internet Fumaça é vista após explosão em Teerã durante ofensiva coordenada de EUA e Israel contra o Irã.
Fumaça é vista após explosão em Teerã durante ofensiva coordenada de EUA e Israel contra o Irã.

Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado (28). Explosões foram registradas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades do país. Em resposta, o governo iraniano lançou mísseis contra Israel e afirmou ter atingido bases norte-americanas na região.

Autoridades israelenses informaram que o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estariam entre os alvos da ofensiva, mas não há confirmação sobre os resultados da operação. A agência estatal iraniana afirmou que Pezeshkian está em segurança, enquanto o paradeiro de Khamenei não foi detalhado.

Ataque ao Irã | Foto: reprodução

O que se sabe sobre o ataque

De acordo com agências internacionais, mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações ligadas ao líder supremo em Teerã. Explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O espaço aéreo iraniano foi fechado após o início da ofensiva.

Ataque ao Irã | Foto: reprodução

O Exército israelense declarou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. Já agências iranianas informaram que 40 estudantes morreram no sul do país durante os ataques.

Retaliação iraniana

 Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense | Foto: reproduçãoEm resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas cidades. Também houve registros de explosões em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, onde há bases militares dos EUA.

Os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado parte dos projéteis e confirmaram uma morte em Abu Dhabi. Testemunhas relataram ainda uma explosão em Dubai.

Objetivo declarado pelos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo da operação é desmantelar o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças.

“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, disse Trump em vídeo divulgado nas redes sociais.

O Pentágono classificou a ação como “fúria épica” e indicou que a operação pode se estender por vários dias.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva busca “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã” e afirmou que a ação pode abrir caminho para mudanças internas no país persa.

Contexto da escalada

O ataque ocorre após semanas de negociações entre EUA e Irã para limitar o programa nuclear iraniano. A última reunião havia ocorrido na quinta-feira (26), em Genebra, e havia expectativa de novo encontro nos próximos dias.

Os EUA exigem a interrupção do enriquecimento de urânio e restrições ao alcance dos mísseis balísticos iranianos. O governo de Teerã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e voltados à produção de energia.

A tensão se soma ao reforço militar americano na região, com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além da ampliação da presença em bases no Oriente Médio.

O Irã, por sua vez, realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e reforçou a proteção de suas instalações nucleares.

Crise econômica e instabilidade interna

O país enfrenta grave crise econômica, agravada por sanções impostas pelos EUA desde 2018 e ampliadas nos últimos anos. Em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade do valor frente ao dólar, enquanto a inflação ultrapassa 40% ao ano.

O regime iraniano, instaurado após a Revolução Islâmica de 1979, é alvo de críticas por violações de direitos humanos e repressão a protestos, especialmente entre jovens e estudantes.

As relações entre EUA e Irã permanecem marcadas por décadas de hostilidade, com momentos de distensão, como o acordo nuclear de 2015, seguido pela retirada americana do tratado durante o primeiro mandato de Trump.

Fonte: G1 Globo

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