NAVIO
Gilson Rocha
05 de maio de 2026 às 12:42 ▪ Atualizado há 55 minutos
A Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira (5) que avalia a possibilidade — ainda que considerada incomum — de transmissão entre pessoas no surto de hantavírus identificado a bordo de um navio que navegava pelo Oceano Atlântico.
As vítimas de hantavírus no navio no Oceano Atlântico podem ter sido infectadas antes de embarcarem no cruzeiro e uma transmissão de pessoa para pessoa não pode ser descartada – ainda que rara”, destacou a entidade em nota.
De acordo com o levantamento mais recente, sete dos 147 passageiros e tripulantes apresentaram sintomas da doença, sendo que três não resistiram.
Entre os infectados, um paciente segue internado em estado grave na África do Sul, mas já apresenta sinais de recuperação.
Outros dois casos continuam a bordo da embarcação, que atualmente se encontra próxima a Cabo Verde. Segundo a especialista Maria Van Kerkhove, ambos estão sendo preparados para remoção por via aérea.
A OMS acompanha a situação de forma contínua e determinou medidas preventivas no navio, incluindo o isolamento dos passageiros em suas cabines durante os procedimentos de desinfecção.
O plano e nossa maior prioridade é evacuar esses dois indivíduos por via aérea”, explicou a representante.
Ela também reforçou que o risco de disseminação para a população em geral é considerado baixo, afastando comparações com doenças respiratórias mais contagiosas.
Não é um vírus que se espalha como o da influenza ou o da covid. É bem diferente”.
Um terceiro caso suspeito segue em observação, com sintomas leves e evolução clínica estável, segundo a organização.
Operadora confirma cenário crítico a bordo
A empresa Oceanwide Expeditions relatou na segunda-feira (4) que enfrenta uma “situação médica grave” no navio MV Hondius.
Segundo comunicado oficial, a primeira morte registrada ocorreu no dia 11 de abril, ainda durante a viagem.
A causa da morte não pôde ser determinada a bordo. Em 24 de abril, esse passageiro desembarcou em Santa Helena [ilha britânica], acompanhado de sua esposa”.
Dias depois, em 27 de abril, a operadora foi informada de que a esposa do passageiro também faleceu após apresentar sintomas da doença. Ambos eram de nacionalidade holandesa.
Na mesma data, um terceiro passageiro, de origem britânica, apresentou agravamento do quadro clínico e precisou ser transferido de emergência para a África do Sul.
Fonte: Agência Brasil
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