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EUA E TSE

EUA criticam decisão do TSE sobre algoritmos eleitorais

Regra brasileira evita que redes sociais recomendem candidatos durante campanhas, exceto por impulsionamento pago.

Teresinha Ferreira

19 de agosto de 2026 às 11:54 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • Os EUA criticaram a decisão do TSE de proibir redes sociais de recomendarem perfis de candidatos, chamando-a de "censura".
  • A regra, baseada na Resolução Nº 23.732, visa evitar influência das bigtechs nas eleições.
  • A plataforma X (Twitter), de Elon Musk, somente recomendará contas de candidatos que os usuários já sigam.
  • A subsecretária dos EUA, Sarah B. Rogers, divulgou a crítica ao Brasil.
  • Especialistas defendem a decisão do TSE como necessária para garantir igualdade na disputa eleitoral.
  • Alexandre Arns Gonzales explica que a regra impede tratamento desigual por algoritmos.
  • Alberto Rollo afirma que a decisão tem base constitucional para garantir condições igualitárias.
  • Há um risco de campanhas pagarem diferente por impulsionamento, afetando a isonomia eleitoral.

Agência Brasil Algoritmos eleitorais
Algoritmos eleitorais

Os Estados Unidos criticaram como "censura" a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir redes sociais de recomendarem perfis de candidatos durante campanhas eleitorais, exceto por impulsionamento pago. Implementada pela Resolução Nº 23.732, a regra busca impedir que bigtechs influenciem eleições a favor de candidatos específicos.

A plataforma X, controlada por Elon Musk, anunciou aos usuários que só recomendará contas de candidatos que eles já sigam. A subsecretária de diplomacia pública dos EUA, Sarah B. Rogers, compartilhou essa mudança, alegando que o Brasil está impondo censura.

Especialistas consideram infundada a crítica dos EUA, alegando que a medida assegura igualdade na disputa eleitoral. Segundo Alexandre Arns Gonzales, doutor em ciência política e membro do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), a regra previne tratamento desigual entre candidaturas por algoritmos de redes sociais.

Alberto Rollo, advogado eleitoral, ressalta que a decisão do TSE está fundamentada na Constituição para garantir condições igualitárias, evitando viés nas recomendações algorítmicas.

Além disso, Gonzales aponta o risco de campanhas pagarem valores diferentes para alcançar o mesmo público via impulsionamento, afrontando a isonomia eleitoral.

Fonte: Agência Brasil