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Mudanças climáticas

Degradação e clima extremo ameaçam nômades mongóis

Mudanças climáticas e desertificação desafiam tradições pastoris na Mongólia.

Da Redação

23 de agosto de 2026 às 17:31 ▪ Atualizado há 53 minutos

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  • Batchuluun Maamun, nômade da Mongólia, enfrenta condições climáticas extremas que afetam suas atividades pastoris.
  • Fenômenos como secas e calor extremo prejudicam a vegetação e os rebanhos, resultando em grandes perdas de animais.
  • A família migra sazonalmente e vive próxima ao Parque Nacional de Hustai há 27 anos, adaptando-se às condições climáticas.
  • A desertificação afeta 70% do território mongol, ameaçando o estilo de vida nômade.
  • A COP17 em Ulaanbaatar é vista como uma esperança para soluções.
  • Comunidades nômades adotam práticas sustentáveis e tecnologias modernas, como painéis solares, para preservar o ambiente e os recursos.
  • O equilíbrio entre tradição e inovação é crucial para a continuidade deste modo de vida.

Agência Brasil Degradação e clima extremo ameaçam nômades mongóis

Batchuluun Maamun, nômade das estepes da Mongólia, enfrenta sinais alarmantes da natureza há décadas. Quando o vento sopra intensamente do sul, é questão de tempo até a chuva chegar; se o sol surge com um anel de arco-íris, isso indica frio e neve intensos.

Nas últimas décadas, esses sinais preocupam cada vez mais os pastores. Seca e calor extremos têm devastado a vegetação, afetando rebanhos de ovelhas e cabras. Durante o inverno de 2010, conhecido como dzud, 700 dos 1.300 animais de Maamun pereceram. Em 2020, 20% de seu rebanho foi perdido.

Instalada há 27 anos na zona de amortecimento do Parque Nacional de Hustai, a família de Batchuluun migrou mil quilômetros em busca de melhores condições. Este movimento, parte da vida nômade, é estacional. Nos verões, permanecem no acampamento atual; no inverno, mudam-se para uma cabana próxima, onde se protegem melhor do frio.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), 70% do território mongol sofre com desertificação e degradação do solo. Isso representa aproximadamente 36 milhões de hectares, ameaçando um modo de vida dependente da saúde dos ecossistemas.

Batchuluun espera que a COP17, realizada em Ulaanbaatar, traga soluções para estas questões críticas. "É vital respeitar a natureza e ensinar isso desde cedo às futuras gerações", afirmou.

Muitas comunidades nômades adotam práticas sustentáveis para regenerar a terra, deixando áreas sem uso para permitir a recuperação natural. A adoção de tecnologias modernas, como painéis solares, auxilia na preservação e uso eficiente dos recursos disponíveis.

A continuidade deste estilo de vida depende do interesse das novas gerações em manter práticas tradicionais enquanto adotam inovações. "Proteger a terra é usar os recursos com sabedoria", conclui Oyunchimeg Shuurai, esposa de Batchuluun, enfatizando o equilíbrio necessário entre tradição e inovação.

Fonte: Agência Brasil