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TRUMP E ELEIÇÕES BRASILEIRAS

Trump monitora eleições brasileiras mas não declara apoio

Presidente dos EUA diz que acompanha eleição no Brasil de perto, mas evita tomar partido.

Teresinha Ferreira

02 de outubro de 2026 às 00:00 ▪ Atualizado há 35 minutos

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  • Donald Trump afirmou estar acompanhando de perto as eleições no Brasil.
  • Descreveu o Brasil como um "grande país" com "pessoas fantásticas".
  • Evitou apoiar qualquer candidato diretamente.
  • Declaração ocorre em meio a tensões entre EUA e Brasil.
  • Relatório da Abin apontou riscos de interferência dos EUA nas eleições brasileiras futuras.
  • Relatório sugere que os EUA buscam reafirmar sua hegemonia na América Latina.
  • Brasil rejeitou visto para funcionários dos EUA que pretendiam discutir liberdade de expressão nas eleições.
  • Especialistas alertam sobre riscos de ações cibernéticas e influência de plataformas digitais no processo eleitoral.

Agência Brasil Donald Trump
Donald Trump

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando "muito de perto" as eleições no Brasil, programadas para acontecer em três dias, em primeiro turno. A afirmação foi feita ao responder a uma jornalista na saída da Casa Branca, antes de embarcar para uma viagem ao Texas.

Trump destacou a importância do Brasil, apontando-o como um "grande país" com "pessoas fantásticas". Entretanto, evitou apoiar qualquer candidato, diferentemente do ocorrido em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia. A declaração surge em meio a tensões entre os governos norte-americano e brasileiro, além de receios de possível interferência externa no processo eleitoral.

Em setembro, um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) indicou riscos de influência ou interferência dos EUA nas eleições de 2026. Conforme o documento, reafirmar a hegemonia dos EUA na América Latina seria uma prioridade para o segundo mandato de Trump, visando afastar concorrentes como a China de áreas estratégicas.

A Abin também identificou um aumento nas ações dos EUA em relação ao Brasil nos últimos meses. Além da questão eleitoral, houve aplicação de medidas econômicas e políticas que desafiam os interesses brasileiros.

Em julho, o governo do Brasil recusou visto a funcionários do Departamento de Estado dos EUA que queriam discutir a liberdade de expressão nas eleições com autoridades brasileiras. A visita estava planejada após eventos envolvendo desafios ao sistema de urnas eletrônicas.

Especialistas consultados pela Agência Brasil analisaram os riscos de ações cibernéticas e a influência de grandes plataformas digitais no processo eleitoral.

Fonte: Agência Brasil