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COP17 e financiamento de solos

COP17 foca em destravar US$ 1,3 bilhão para solos e seca

Conferência das Nações Unidas prioriza financiamento para combater desertificação

Da Redação

24 de agosto de 2026 às 09:03 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) foca em financiar a restauração de solos e combate à seca.
  • Foram prometidos US$ 1,3 bilhão, mas o déficit anual é de US$ 278 bilhões.
  • A Rangelands Flagship Initiative, com 45 projetos, é a maior mobilização financeira, avaliada em US$ 1,2 bilhão.
  • Inovação financeira é necessária, como uso de recursos públicos para reduzir riscos privados.
  • O financiamento privado representa apenas 6% da restauração de terras.
  • A Business4Land aproxima empresas e investidores para aumentar essa participação.
  • O GEF lançou um programa inicial de US$ 140 milhões para gestão de terras e prevenção de desastres.

Agência Brasil COP17 foca em destravar US$ 1,3 bilhão para solos e seca

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) avança na última semana em Ulaanbaatar, Mongólia, com foco em financiação crucial para restaurar solos e combater a seca. Delegações buscam acelerar a captação de recursos, visando alcançar objetivos ainda distantes.

Nesta segunda-feira (24), o debate gira em torno de finanças, com novas promessas totalizando US$ 1,3 bilhão. Contudo, especialistas apontam que o déficit anual necessário chega a US$ 278 bilhões. A executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, apelou para que setores público e privado participem ativamente do processo.

O destaque econômico da COP17 é a Rangelands Flagship Initiative, que integra 45 projetos avaliados em US$ 1,2 bilhão. Esta é a maior mobilização financeira da Convenção até hoje, centrada na gestão sustentável de pastagens, fundamentais para a sobrevivência de milhões.

O especialista Pablo Munõz ressalta a necessidade de inovação financeira. Alternativas incluem uso de recursos públicos para reduzir riscos privados, novas garantias e modelos de negócios.

O financiamento privado é atualmente responsável por apenas 6% da restauração global de terras. Para aumentar essa participação, a UNCCD anunciou a Business4Land, uma rede que aproxima empresas e investidores.

A COP17 também aposta no aumento de recursos para lidar proativamente com secas. O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) lançou um programa inicial de US$ 140 milhões para gestão de terras, visando prevenir desastres antes que ocorram.

*O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

Fonte: Agência Brasil