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Casal é preso por sonegar US$ 3 milhões em impostos de clube de maconha

Andrew Parch e sua esposa, Shuntay, faturaram mais de US$ 10 milhões nos três primeiros anos de funcionamento da 'Lazy Lion', aberta em 2013.


Clube da Maconha

Clube da Maconha Foto: Reprodução / Internet

O comércio legal da maconha, um negócio em ascensão nos Estados Unidos, agora se vê envolvido numa fraude tributária: um casal do estado do Colorado está preso por sonegar mais de US$ 3 milhões em impostos.

Segundo as autoridades, Andrew Parch e sua esposa, Shuntay, proprietários do "Lazy Lion", uma loja especializada na venda de cannabis, faturaram mais de US$ 10 milhões nos três primeiros anos de funcionamento do estabelecimento, aberto em 2013. Apesar do lucro, a dupla não declarou os rendimentos durante esse período e até exigiu uma restituição em 2014, argumentando que havia arrecado apenas US$ 19.292, quando na verdade o faturamento girou em torno dos US$ 3 milhões.

Parch se declarou culpado na semana passada. Já o processo contra sua esposa ainda não foi julgado, anunciou a promotoria local nesta quarta-feira (20). Este caso ilustra as fraudes fiscais possíveis de serem feitas no comércio legal da maconha nos Estados Unidos, onde a droga foi liberada para uso medicinal e recreativo em muitos estados, apesar de seguir como ilegal na esfera federal.

Essa restrição implica na venda do produto apenas mediante o pagamento em dinheiro vivo, pois os comerciantes não podem aceitar cartões de crédito ou débito porque o sistema bancário se recusa a se envolver com esta indústria bilionária. Segundo documentos judiciais, Parch e sua esposa controlavam também os fornecedores de cannabis do "Lazy Lion", onde os clientes podiam usufruir do produto no próprio local.

As autoridades determinaram o volume do negócio revisando os arquivos de vendas de um programa de computador que o casal usava para registrar todas as transações. A sentença de Parch deve ser anunciada em maio, e pode ser de até três anos de prisão e multa de US$ 250 mil. O comerciante concordou também em pagar às autoridades fiscais mais de US$ 3 milhões, segundo a promotoria.

Fonte: France Presse

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