ESPETÁCULO

Wellington Dias diz que operação da Polícia Federal é "mais um espetáculo"

O governador ainda criticou o mandado de busca e apreensão realizado na residência da família em Brasília


Governador Wellington Dias com a primeira-dama Rejane Dias

Governador Wellington Dias com a primeira-dama Rejane Dias Foto: Francisco Leal

O governador Wellington Dias (PT-PI) se manifestou sobre a terceira fase da Operação Topique, deflagrada na manhã desta segunda-feira (27) pela Polícia Federal e que cumpre mandados na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e residência da ex-secretária de Educação, Rejane Dias. Os mandados de busca e apreensão estão sendo realizados em Teresina e Brasília (DF).

O governador classificou a operação como "mais um espetáculo". Wellington Dias destacou que as investigações são contra empresas acusadas de fazer cartel e referentes a processos e contratos do ano de 2013, quando ele não era governador do estado.

"A operação já é o terceiro espetáculo, um processo que vem de 2013, quando eu nem era governador, em contratos que seguia um padrão nacional, pagamento por quilômetro rodado. Quando a Secretaria Rejane assumiu a Secretaria da Educação em 2015, tinha que começar as aulas em fevereiro, os contratos estavam vencendo e, com base em parecer técnico e na lei, considerando a necessidade de não prejudicar aos alunos que precisavam de transporte escolar, foi renovado o contrato, dando tempo para nova licitação e novos contratos. Fizemos uma mudança que hoje é modelo para outros Estados e municípios, em que passamos a pagar por aluno transportado, como se paga uma passagem de ônibus", disse o governador.

Wellington Dias disse ainda que o Estado seria vítima. "Neste caso, como diz o processo, o Estado seria vítima, alegação é que algum contratado pudesse cobrar uma quantidade de km rodado maior que o tamanho das rotas. Fica mais ridícula e desnecessária por que estamos falando de um fato de 2013, com operação em 2020, quando a ex Secretaria da Educação, hoje deputada federal, se prontificou a colaborar, por duas vezes nos últimos meses se colocou a disposição para prestar depoimento, para repassar todo e qualquer documento ou equipamento que precisar, fez questão de registrar assim, e foi dito que não era possível ela depor agora por que tinha  a pandemia e estavam suspensos os depoimentos", ressalta.

Por fim, o governador ainda criticou o cumprimento de mandado de busca na residência deles. Wellington Dias disse que quem mora na casa hoje é o filho dele com a primeira-dama, que nunca sequer trabalhou para o Estado.

"Ele é médico e salvando vidas pegou coronavirus... o espetáculo está feito. Ela afirma que a vida inteira agiu na forma da lei, está com a consciência tranquila, pronta para colaborar, e espera agora o direito de ser ouvida. Acho eu que, infelizmente, muitos espetáculos ainda virão. Ainda bem que temos a lei de abuso de autoridade e estamos tratando com advogados sobre isto", conclui o governador.

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