FLEXIBILIZAÇÃO

Governo poderá liberar a construção civil, consultórios e a venda de carros e autopeças

Mesmo com o aumento no número de casos e de mortes pela Covid-19 o governador vai autorizar a flexibilização de alguns setores da economia


Governador Wellington Dias

Governador Wellington Dias Foto: Piauí Hoje

Apesar do aumento no número de casos de contaminação pelo novo coronavírus e de mortes pela Covid-19, o governador do Piauí, Wellington Dias, vai baixar novos decretos nesta segunda-feira (22) e poderá haver datas para retomada das atividades na indústria da construção civil, no comércio de veículos é autopeças, e da reabertura de clínicas é consultórios médicos.

Wellington também deverá anunciar os setores da agropecuária e indústria da alimentação como os próximos a serem autorizados a retomar suas atividades. O anúncio dos decretos e da flexibilização de setores da economia vai ocorrer por volta do meio dia, em entrevista coletiva.

Mas os decretos também tratam medidas mais duras e de reforço ao combate ao novo coronavírus no estado. O isolamento social será prorrogado, mas o governo vai concentrar esforços na manutenção das barreiras sanitárias e epidemiológicas, na testagem do maior número de pessoas e no Programa de Busca Ativa nos municípios.

Mas antes de tomar a decisão final sobre os decretos, o governador vai se reunir com os membros do Comitê de Operações Emergenciais (COE) de combate à Covid-19, que inclui os poderes Legislativo e Judiciário; o Ministério Público e entidades representantes da sociedade. A reunião, por videoconferência, está prevista para às 10 horas.

Durante a reunião que teve ontem (21), com os técnicos do Comitê Pró Piauí, Wellington falou sobre a possibilidade de flexibilização de medidas restritivas para retomada das atividades econômicas.

Mas o governador deixou claro que a flexibilização de algumas medidas só vai acontecer para setores cujos protocolos de funcionamento estão prontos e aos quais terão de se submeter. Todos os protocolos terão de ser aprovados pelo COE é pelos comitês científico e do Consórcio dos Estados do Nordeste.

Avanço da Covid-19 no Piauí

Na conversa que vem mantendo com as autoridades de saúde, Wellington Dias tem demonstrado muita preocupação com o aumento dos casos notificados e confirmados de contágio e das mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Para o governador, isso é reflexo da desobediência ao isolamento social, que na sexta-feira (19) chegou a apenas 34%. O isolamento normal no fim de semana, sem pandemia, é de 20% da população. Wellington sabe que o risco de contaminação será grande se houver o relaxamento das medidas restritivas.

O maior problema para manter o isolamento é a falta de fiscalização para ajudar conter a epidemia, que é feita pela vigilância sanitária dos municípios. Em Teresina, epicentro da CCovid-19 no Piauí, a Prefeitura praticamente não está fazendo esta parte é abertura do comércio, bares e restaurantes é em desobediência ao isolamento por falta de rigor na fiscalização.

Falta de remédios

Wellington também tem se preocupado com a possibilidade de falta medicamentos e leitos de UTI no hospitais públicos para os pacientes vítimas da Covid-19. São pelo menos 22 remédios que podem acabar em una semana. Outros estados já estão com o mesmo problema por falta desses farmácos no mercado nacional e até em muitos países da Europa.

Os governadores do Nordeste, que já não recorrem por quase nada ao Ministério da Saúde, estão buscando fornecedores desses medicamentos tanto no Brasil quanto no exterior. "É tudo novo, vírus novo, tratamento novo, quantidade de pacientes imprevisível, então não há com se fazer uma provisão de quantidade a ser estocada, até pelo prazo de validade", finaliza o governador do Piauí.

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