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FRAUDE E BIOMETRIA

Golpe do sósia tenta burlar biometria com tecnologia avançada

Estratégia busca pessoas com semelhanças faciais para fraudes, diz Serasa Experian.

Teresinha Ferreira

06 de setembro de 2026 às 10:23 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O "golpe do sósia" usa comparação facial para fraudes de identidade, procurando semelhança entre pessoas.
  • Criminosos iniciam com seu próprio rosto e encontram pessoas semelhantes para usar seus dados.
  • Diferente de fraudes tradicionais, que começam com os dados da vítima.
  • Serasa Experian recomenda não usar apenas reconhecimento facial para autenticação.
  • Sugerem validação de documentos e prova de vida como camadas adicionais de segurança.
  • No primeiro semestre de 2026, 2,86 milhões de tentativas de fraude foram bloqueadas, prevenindo R$ 3,77 bilhões em prejuízos.
  • Consumidores devem proteger suas informações, como não compartilhar imagens de documentos e monitorar o CPF.
  • Empresas são aconselhadas a usar múltiplos mecanismos de segurança para detectar fraudes.

Agência Brasil Golpe do sósia
Golpe do sósia

A Serasa Experian identificou uma nova estratégia de fraude de identidade chamada “golpe do sósia”, que utiliza tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características semelhantes aos fraudadores. O método foi descrito no Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

Essa tática explora o reconhecimento facial para permitir que os criminosos tentem se passar por outras pessoas em processos de validação, como o cadastro e a abertura de contas.

De acordo com a Serasa Experian, ferramentas de comparação facial são usadas para localizar rostos com alto grau de semelhança entre identidades legítimas, facilitando a escolha da identidade a ser fraudada.

O método inverte a lógica das fraudes tradicionais: os criminosos começam com seu próprio rosto, procuram semelhanças e tentam usar os dados dessa pessoa em fraudes. No modelo tradicional, parte-se dos dados da vítima para assumir sua identidade.

A Serasa Experian adverte que o reconhecimento facial não deve ser a única forma de autenticação. Camadas adicionais, como validação de documentos e prova de vida, são recomendadas para identificar inconsistências.

Entre as soluções de segurança sugeridas estão a conferência de dados cadastrais, análise de dispositivos, e identificação de padrões de comportamento. No primeiro semestre de 2026, 2,86 milhões de tentativas de fraude foram bloqueadas, evitando prejuízos de R$ 3,77 bilhões.

Para se proteger, consumidores são aconselhados a não compartilhar imagens de documentos, utilizar senhas fortes, desconfiar de solicitações inesperadas e monitorar regularmente seu CPF.

Empresas também são orientadas a combinar diferentes mecanismos de segurança para evitar que uma única informação finalize um cadastro. A combinação de métodos pode ajudar a detectar tentativas de fraude, mesmo quando há similaridade facial.

Fonte: Agência Brasil