Conflito Irã-EUA
Da Redação
26 de maio de 2026 às 17:26 ▪ Atualizado há 51 minutos
Os Estados Unidos (EUA) romperam o cessar-fogo com o Irã ao bombardear a cidade de Bandar Abbas na noite dessa terça-feira (25). Isso ocorre em meio a semanas de negociações infrutíferas.
Em comunicado, Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, informou que os ataques tiveram como alvo "locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas" no Estreito de Ormuz.
A cidade portuária de Bandar Abbas, localizada no estreito, foi bombardeada enquanto Teerã mantinha o local fechado após a agressão iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
O Irã não confirmou os locais exatos dos bombardeios. As agências locais Irna e Mehr News Agency relataram múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas, mas afirmaram que a situação "permanece sob controle".
Os EUA justificaram os ataques como ação de "autodefesa" para proteger suas tropas de ameaças iranianas, mantendo "moderação" durante o cessar-fogo, reportou a AP News.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã informou ter derrubado um drone MQ-9 Reaper dos EUA que teria invadido seu espaço aéreo. O Irã advertiu que qualquer nova violação será respondida severamente.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou duramente a violação do cessar-fogo pelos Estados Unidos.
“Esses atos agressivos, durante a mediação diplomática paquistanesa, mostram a má-fé do governo dos EUA”, diz o comunicado iraniano.
O governo de Teerã prometeu que não deixará agressões impunes.
Em meio a esta tensão, as negociações de paz permanecem estagnadas após quase sete semanas de trégua frágil.
O Irã exige a retirada das bases dos EUA do Oriente Médio e o desbloqueio de seus recursos congelados, além do fim das sanções econômicas. Washington, por sua vez, pede a entrega do urânio iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o fluxo de petróleo global.
O Irã recusa discutir seu programa nuclear alegando ser pacífico e busca uma nova gestão do Estreito diferente de antes da guerra.
Analistas consultados pela Agência Brasil apontam que a justificativa dos EUA e de Israel para a guerra, o programa nuclear iraniano, é um pretexto para derrubar a República Islâmica e projetar o poder de Israel na região, além de conter a expansão econômica da China.
Fonte: Agência Brasil
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