PANDEMIA

Estudo revela que seis variantes do coronavírus já circularam no Piauí

O levantamento foi realizado pelo Lacen-PI


Laboratório Central do Piauí ( Lacen)

Laboratório Central do Piauí ( Lacen) Foto: Divulgação

Um levantamento realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) aponta que seis variantes do coronavítus já circularam no estado. Além disso, a pesquisa revela que há predominância no Piauí da variante do coronavírus Gamma [P1 Amazônica]. 

O levantamento foi feito a partir de sequenciamento genético de amostras enviadas ao Laboratório Central da Bahia, por meio do projeto do Ministério da Saúde que investiga mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 que circulam no Brasil.

Segundo diretora do Lacen, Walterlene Carvalho, nas análises realizadas não foram identificadas variantes Alfa (Reino Unido – B.1.1.17), Beta (África do Sul – B.1.351) e Delta (Índia - B.1.617.2). 

Por outro lado, o  levantamento revela que  no início da pandemia - em março de 2020 a outubro de 2020 - prevaleceram no Piauí as linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33, que são comuns em todo Brasil.  

Teve um registro da  B.1.212 em São João do Piauí; N9 identificada em um paciente vindo de Brasília e três pacientes de Teresina, um de União e um de São João da Canabrava; P1 (chamada de variante gama) presente em vários municípios e a variante zeta (P2) encontrada em Teresina (um registro) e Beneditinos (um registro).

 O envio se deu por meio do Projeto de Estruturação da Rede Nacional de Sequenciamento Genético para a Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde que investiga mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 em circulação no Brasil.

"Ao menos 97 casos de infecção pela variante delta, cepa mais transmissível do coronavírus, foram notificados no país, dos quais cinco resultaram em mortes. Os registros foram feitos em sete estados, mas os óbitos foram no Paraná e no Maranhão. O Rio de Janeiro é o estado com mais casos (74)", diz Walterlene Carvalho.

Até o momento, no Piauí não registrou nenhum caso da variante delta, mas devido à proximidade com estados que já confirmaram a presença (Maranhão e Pernambuco), é necessária uma maior vigilância para evitar a entrada da variante.

 “O sequenciamento não é exame de diagnóstico. O protocolo deve continuar sendo cumprido. A necessidade de adoções da vacinação, o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações devem continuar sendo seguindo de forma rigorosa. Porém, é necessário sabermos quais as cepas circulam em nosso estado, para entender a situação da pandemia”, finaliza diretora do Lacen.

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Fonte: Lacen

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