TRANSPORTE PÚBLICO
Da Redação
11 de agosto de 2026 às 13:39 ▪ Atualizado há 1 hora
Estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI), no bairro Ininga, zona Leste de Teresina, reclamam da falta de um ponto de recarga do Cartão Mais Fácil Estudantil dentro do campus. Segundo os alunos, a ausência do serviço faz com que precisem se deslocar para outros pontos da cidade para recarregar o cartão, que garante meia passagem no transporte coletivo.
Para quem depende diariamente dos ônibus para chegar à universidade, a falta de atendimento dentro do campus é apontada como uma dificuldade a mais na rotina.
Uma das estudantes que relata dificuldades é Maria Eduarda Oliveira Holanda, aluna do sexto período de Serviço Social e moradora do bairro Promorar, na zona Sul de Teresina. Para chegar à UFPI utilizando o transporte coletivo, ela conta que precisa recorrer a diferentes trajetos.
Uma das opções é ir até o bairro Saci para pegar o ônibus Miguel Rosa e, posteriormente, fazer a integração com a linha Universidade 401. Outra alternativa utilizada por ela é pegar o ônibus que faz o trajeto Poti Velho–Bela Vista, descer na Avenida Maranhão e, de lá, embarcar no 401 com destino à universidade.
Além da dificuldade no deslocamento diário, Maria Eduarda afirma que precisa sair da região da UFPI quando necessita recarregar ou atualizar o cartão.
“Na UFPI não tem ponto de recarga, O mais próximo é ali na Avenida Nossa Senhora de Fátima, perto da Uninassau".

Ela conta ainda que tem a opção de recarregar o cartão online, sem a necessidade de deslocamento, mas segundo a estudante essa alternativa gera um custo extra.
Maria Eduarda afirma que há cobrança de taxa na operação e questiona o custo para os usuários.
“Outra coisa que é absurda é que eles também cobram pelo Pix. Eles colocam taxa no Pix. Para mim, isso já é demais. O Pix é tipo dinheiro em espécie. Eles vão receber de qualquer jeito, mas aí taxam Pix. Me sinto nos Estados Unidos”, criticou.
Para ela, a existência de um ponto de recarga dentro da universidade facilitaria a rotina dos estudantes, principalmente daqueles que dependem do transporte coletivo diariamente.
“Eu estava até falando com minhas amigas e com um amigo do DCE que seria bom ter um posto de recarga aqui. Se o passe acabar na UFPI, pronto. Não tem como recarregar o cartão por lá não”, disse.
Atualização cadastral
Maria Eduarda conta que, para realizar a atualização cadastral do cartão, também é necessário se deslocar até a sede do Setut, no Centro de Teresina. No entanto, o que a incomoda é que o atendimento é feito somente mediante agendamento, o que pode dificultar a rotina dos estudantes. Segundo ela, a demora para conseguir um horário disponível fez com que precisasse escolher um dia para faltar às aulas e ir até o local para regularizar o cartão.
“O meu cartão estava bloqueado e eu não conseguia colocar passe. Isso era numa segunda-feira e acho que eu só tinha quatro passes. Aí fui marcar um dia para atualizar e só tinha horário disponível na quinta-feira. Eu tive que escolher um dia para faltar aulas para poder economizar meu passe até chegar o dia da atualização”, afirmou.
O que diz o SETUT
Em nota ao portal Piauí Hoje, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informou que a implantação dos pontos de recarga na capital segue critérios de viabilidade e fluxo de demanda.
O sindicato afirmou que, nos últimos anos, foram realizadas reuniões com a UFPI e o DCE para discutir a retomada do posto de atendimento dentro do campus. Segundo o SETUT, a entidade permanece disponível para novos encontros e para viabilizar a reabertura do serviço na universidade.
Sobre as recargas on-line, o SETUT afirmou que vem ampliando a oferta de serviços digitais para facilitar o atendimento aos usuários. A entidade justificou a cobrança de eventuais taxas pelos custos de operação e manutenção das plataformas.
De acordo com o sindicato, as empresas do transporte coletivo enfrentam um déficit operacional apontado recentemente em auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) e, por isso, não teriam margem financeira para absorver integralmente os custos das plataformas digitais.
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