Geral

ESPECIAL

Dia do Radialista: profissão transforma voz em informação e companhia

Rodrigo Carvalho, que atua na Rádio Universitária da UFPI, fala sobre as mudanças no rádio e os desafios para quem está começando na profissão

Natalia Costa

21 de setembro de 2026 às 14:32 ▪ Atualizado há 45 minutos


Reprodução Rodrigo Carvalho, jornalista e radialista
Rodrigo Carvalho, jornalista e radialista

Antes de estar na internet, nas redes sociais ou nos aplicativos de celular, o rádio já tinha um lugar especial na rotina de milhões de pessoas. Pelo som que chega de um aparelho, de um carro ou de um celular, o radialista informa, presta serviço, entretém e, muitas vezes, faz companhia para quem está do outro lado.

Neste Dia do Radialista, celebrado nesta data, a profissão ganha destaque justamente por sua capacidade de se transformar sem perder a essência. Para o jornalista e radialista Rodrigo Carvalho, que trabalha na Rádio da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e já passou pela Rádio Pioneira e pela FM Teresina, trabalhar com rádio vai muito além de falar diante de um microfone.

“Ser radialista, para mim, é muito mais do que trabalhar com uma voz diante de um microfone. É ter a responsabilidade de informar, entreter, prestar serviço e, principalmente, criar uma conexão com as pessoas.”

O-diretor-geral-e-professor-do-Campus-Picos-do-Instituto-Federal-do-Piau%C3%AD-%28IFPI%29%2C-Lourenilson-Leal-de-Sousa%2C-foi-afastado-preventivamente-do-cargo-ap%C3%B3s-uma-den%C3%BAncia-de-suposto-ass%C3%A9dio-moral----2026-09-21T142900.886.jpg
Rodrigo Carvalho, jornalista e radialista

Do aparelho às plataformas digitais

O radialista acompanhou de perto parte das transformações pelas quais o rádio passou nos últimos anos. Se antes o ouvinte dependia principalmente do aparelho tradicional para acompanhar a programação, hoje o conteúdo pode chegar por diferentes plataformas.

“O rádio deixou de estar apenas no aparelho tradicional e passou a estar também na internet, nas redes sociais, nos aplicativos e nas plataformas digitais”, explica.

A mudança também alterou a relação entre quem produz e quem acompanha o conteúdo. O ouvinte deixou de ser apenas receptor e passou a participar mais ativamente da programação, enviando mensagens, vídeos, sugestões e informações em tempo real.

Para o jornalista Rodrigo Carvalho, essa transformação também exigiu que o profissional ampliasse suas habilidades.

“O profissional de rádio precisou se adaptar e passou a ser, muitas vezes, também produtor, repórter, apresentador e produtor de conteúdo para as redes.”

Mesmo diante das novas tecnologias, ele acredita que a essência do rádio permanece: “A essência continua a mesma: comunicar e estabelecer uma relação com o ouvinte.”

O-diretor-geral-e-professor-do-Campus-Picos-do-Instituto-Federal-do-Piau%C3%AD-%28IFPI%29%2C-Lourenilson-Leal-de-Sousa%2C-foi-afastado-preventivamente-do-cargo-ap%C3%B3s-uma-den%C3%BAncia-de-suposto-ass%C3%A9dio-moral----2026-09-21T142934.996.jpg
Rodrigo Carvalho, jornalista e radialista

Encontrar a própria voz

Para quem está começando na profissão, o radialista Rodrigo Carvalho considera que a adaptação às novas ferramentas precisa caminhar ao lado da formação profissional. Ele aconselha os novos radialistas a manterem a curiosidade e a disposição para aprender.

“Eu diria para quem está começando que tenha curiosidade, estude muito e esteja sempre disposto a aprender. principalmente, encontre a sua própria voz. Não tente ser uma cópia de outro profissional.”

Na avaliação do radialista, responsabilidade e respeito pelo público também devem acompanhar o trabalho diante do microfone.

“Tenha responsabilidade com aquilo que você fala, respeite o ouvinte e faça comunicação com verdade, paixão e compromisso.”

Uma profissão que continua próxima das pessoas

1790011880885.jpg
Microfone é o símbolo do rádio
Apesar das mudanças tecnológicas, o jornalista Rodrigo Carvalho acredita que o rádio mantém uma característica que ajudou a construir sua história: a proximidade com o público.

“Para mim, ser radialista é também ter o privilégio de fazer parte da vida das pessoas por meio da voz”, afirma.

Ele destaca que a profissão exige responsabilidade e compromisso, mas também permite construir uma relação humana com quem acompanha a programação.

“Mesmo com todas as transformações tecnológicas, o rádio continua tendo essa capacidade de criar proximidade e estabelecer uma relação muito humana com quem está do outro lado.”

Neste Dia do Radialista, a data também serve para reconhecer o trabalho de profissionais que estão diariamente atrás dos microfones, levando informação, cultura, entretenimento e serviço à sociedade.

Para o radialista Rodrigo Carvalho, mais do que celebrar a profissão, a ocasião representa uma oportunidade de valorizar a história de um meio de comunicação que mudou com o tempo, mas continua encontrando novas formas de chegar até as pessoas.

“O Dia do Radialista não é apenas uma comemoração. É também uma oportunidade de reconhecer a importância desses profissionais e celebrar a história, a resistência e a capacidade de transformação do rádio.”