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ALERTA

Defesa Civil alerta e intensifica monitoramento diante do aumento do volume dos rios Poti e Longá

Atenção está voltada principalmente para o baixo curso do rio Parnaíba, próximo à região do Delta, além das sub-bacias dos rios Poti e Longá

Gilson Rocha

23 de abril de 2026 às 11:59 ▪ Atualizado há 21 horas

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  • Werton Costa, da Defesa Civil do Piauí, alerta para o aumento do nível dos rios.
  • A principal preocupação agora é o risco hidrológico nas regiões ribeirinhas.
  • Foco no baixo curso do rio Parnaíba e nas sub-bacias dos rios Poti e Longá.
  • Municípios como Barras, Esperantina, Batalha e Luzilândia recebem atenção especial devido ao histórico de alagamentos.
  • O fenômeno de aumento dos rios é gradual, permitindo planejamento e ações preventivas.
  • Monitoramento em parceria com defesas civis municipais, usando plataformas técnicas para acompanhar níveis dos rios.
  • Medidas de assistência são acionadas à medida que a água se aproxima das comunidades, como remoção de famílias e disponibilização de abrigos.
  • Planos de contingência anuais orientam todo o processo.

Aumento gradual do volume de água dos rios coloca cidades do Piauí em alerta
Aumento gradual do volume de água dos rios coloca cidades do Piauí em alerta

O diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, fez um alerta para o aumento do nível dos rios neste período do ano, destacando que, com a chegada de abril, a principal preocupação deixa de ser o volume de chuvas e passa a ser o risco hidrológico, especialmente nas regiões ribeirinhas.

Segundo ele, a atenção está voltada principalmente para o baixo curso do rio Parnaíba, próximo à região do Delta, além das sub-bacias dos rios Poti e Longá, que impactam diretamente municípios do Norte e Centro-Norte do estado. Áreas como Barras, Esperantina, Batalha e Luzilândia estão entre os pontos monitorados com maior intensidade, devido ao histórico de alagamentos.

Werton Costa explicou que o fenômeno ocorre de forma gradual, o que permite planejamento e ações preventivas. “A nossa preocupação maior é com o risco hidrológico. Esse processo não é súbito, nem violento, ele é previsível”, destacou.

O monitoramento é feito em parceria com as defesas civis municipais, consideradas experientes e preparadas para lidar com esse tipo de situação recorrente. O acompanhamento dos níveis dos rios conta ainda com o suporte de plataformas técnicas que classificam as cotas em níveis de atenção, alerta e inundação, orientando as decisões das equipes.

De acordo com o diretor, enquanto não há impacto direto nas áreas residenciais, o trabalho segue em regime de vigilância. No entanto, à medida que a água se aproxima das comunidades, são iniciadas medidas de assistência, como remoção gradual de famílias, disponibilização de abrigos e até programas de aluguel social. Todo o processo segue planos de contingência já estruturados e aplicados anualmente.

Fonte: Defesa Civil