Olimpíadas de Toquio terão surf, skate, beisebol, escalada e karatê

A inclusão dos cinco esportes foi confirmada por unanimidade nesta quarta-feira pelo COI


O surf é uma das novidades nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020

O surf é uma das novidades nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 Foto: Divulgação

Surfe, skate, beisebol/softbol, escalada e caratê farão parte do programa olímpico nos Jogos de Tóquio 2020. A inclusão dos cinco esportes foi confirmada por unanimidade nesta quarta-feira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o congresso da entidade, realizado num hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A lista de recomendações havia sido divulgada pelo comitê executivo em junho. 

A inclusão dos cinco esportes faz parte do pacote de reformas iniciadas pelo presidente do COI, Thomas Bach, em dezembro de 2014. A ideia é que os anfitriões dos Jogos tenham a chance de trazer ao ambiente olímpico esportes que sejam mais populares em seus países, com intenção de aumentar a audiência e atrair potenciais patrocinadores. Porém, a decisão de incluir um ou outro esporte vale apenas para a edição da Olimpíada em questão, não havendo garantia de presença na edição seguinte.

De acordo com o Comitê Tóquio 2020, a inclusão dos novos esportes resultará no acréscimo de mais de 400 atletas em 18 disputas por medalhas nos Jogos Olímpicos. Quando o processo de inclusão de outras modalidades foi aberto, mais de 200 se inscreveram.

Antes da votação, o presidente do comitê organizador da Olimpíada de 2020, Yoshiro Mori, e o seu diretor-executivo, Toshiro Muto, fizeram um relatório sobre o andamento das ações para os membros do COI.

– Temos a histórica oportunidade em Tóquio de ter a chance de novos eventos e de fazermos os Jogos mais inovadores da história – disse Mori, antes da confirmação da inclusão dos novos esportes.

Ao apresentar a proposta de inclusão, Muto comentou.

– Acreditamos que esses esportes trarão novos elementos aos Jogos, como atrair maior atenção do público jovem pelo mundo.

Vice-presidente do COI, John Coates avisou pouco antes da votação, ao falar sobre o surfe, que o esporte, caso aprovado para a Olimpíada de Tóquio, teria condições de ser disputado no mar. Há um debate sobre a utilização de piscina artificial, como a lançada pelo multicampeão Kelly Slater em maio (confira na imagem acima o projeto de uma piscina de ondas para a Olimpíada de Tóquio).

O ex-presidente da Federação Italiana de Futebol, Franco Carraro, responsável pela lista final de esportes a serem levados para votação, destacou que no caso do beisebol é preciso entrar em acordo com a liga profissional americana, a Major Baseball League (MBL), como ocorre com a NBA no basquete.

– Do contrário, a competição pode ter problemas para continuar no programa olímpico em outras edições. Hoje tratamos somente de Tóquio – disse Carraro, que criticou a ausências dos principais golfistas do mundo na Rio 2016 por causa do receio do vírus zika. – Na minha opinião, essa é uma desculpa ridícula.

Ele também argumentou que a inclusão dos esportes traria maior interesse dos jovens.

– São competições muito importantes para os jovens. Relembram quando incluímos snowboard em 2002 e foi um grande sucesso, aumentou a audiência de esportes de verão nos Estados Unidos. O skate seria algo parecido com isso nos Jogos de Verão. Estamos certos de que não são esportes tão tradicionais, mas são inovadores e de interesse dos jovens. Os melhores atletas vão participar.

Dos cinco esportes, beisebol e softbol são os únicos que já fizeram parte do programa olímpico – de 1992 a 2008, à exceção do segundo, que ficou fora em Barcelona, em 1992 –, além dos Jogos de 1964, realizados justamente em Tóquio.

Fonte: Globo Esporte

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