Educação

EDUCAÇÃO NAS ESCOLAS

Instituto Natura avalia impacto do ensino integral no Ideb 2025

Escolas de tempo integral apresentam desempenho superior no Ideb e INSE, segundo estudo

Teresinha Ferreira

18 de agosto de 2026 às 15:15 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Estudo destaca que 77 das 100 melhores escolas no Ideb 2025 são integrais.
  • Escolas de tempo integral têm desempenho superior em todos os níveis socioeconômicos.
  • Em condições socioeconômicas menores, escolas integrais superam parciais em 0,6 ponto no Ideb.
  • Ensino integral oferece mais oportunidades a estudantes vulneráveis, com impacto 70% maior.
  • 74% das escolas integrais atendem majoritariamente estudantes pretos, pardos ou indígenas.
  • Escolas integrais têm notas médias 0,6 ponto superiores no Ideb, promovendo equalização racial e socioeconômica.
  • Ganhos de 23 pontos em matemática e 21 em língua portuguesa no SAEB 2025 para escolas integrais.
  • Ensino integral ajuda a recompor aprendizagens defasadas e apoiar projetos de vida.
  • Escolas integrais cresceram para 21% das unidades, mas ensino parcial ainda predomina.
  • Expansão do ensino integral requer gestão governamental contínua.

Agência Brasil Análise cruzou dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)
Análise cruzou dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)

Um estudo do Instituto Natura e do Instituto Sonho Grande revelou que 77 das 100 escolas de ensino médio com melhor desempenho socioeconômico no Ideb 2025 são 100% integrais.

A análise cruzou dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) com o Indicador de Nível Socioeconômico (INSE) dos estudantes brasileiros, mostrando que escolas de tempo integral têm performance superior em todos os níveis. Entre escolas com menores condições socioeconômicas, aquelas integrais tiveram uma vantagem de 0,6 ponto no Ideb, um desempenho 15% maior comparado às escolas parciais.

Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura, afirma que a política de ensino integral promove mais oportunidades para estudantes vulneráveis. Entre as escolas de nível socioeconômico mais baixo, o impacto positivo é quase 70% maior em relação a unidades menos vulneráveis.

Os dados também mostram que 74% das escolas 100% integrais atendem majoritariamente estudantes pretos, pardos ou indígenas (PPIs). Nestas escolas, a nota média no Ideb é 0,6 ponto superior ao do ensino parcial, evidenciando um potencial de equalização racial, além do efeito socioeconômico.

Nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2025, as escolas integrais mostraram um ganho de 23 pontos em matemática e 21 em língua portuguesa, representando anos extra de aprendizado. Slemenson destacou que esse tempo adicional ajuda a recompor aprendizagens defasadas e conectar os alunos a projetos de vida.

Apesar do crescimento das escolas 100% integrais, que agora somam 21% das unidades, o ensino parcial ainda abrange mais de 1 milhão de estudantes. Maria Slemenson ressaltou que a expansão depende mais de gestão governamental contínua do que de recursos financeiros.

Fonte: Agência Brasil