Educação

EDUCAÇÃO

Analfabetismo é 12 vezes maior entre jovens com deficiência no Brasil

Dados do Censo 2022 do IBGE revelam alta taxa de analfabetismo entre deficientes de 15 a 29 anos.

Teresinha Ferreira

18 de setembro de 2026 às 12:03 ▪ Atualizado há 48 minutos

Ver resumo
  • A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos é de 12,2% no Brasil.
  • Esta taxa é 12 vezes maior do que a de pessoas sem deficiência na mesma faixa etária (1%).
  • Desigualdade é observada em várias idades e é mais acentuada em idosos.
  • 40,4% dos indivíduos com dificuldades mentais enfrentam dificuldades de leitura.
  • Pessoas com múltiplas deficiências têm um analfabetismo de 34%.
  • Taxa de analfabetismo é de 3,5% para dificuldades de visão, 10% para audição e 23,3% para caminhada.
  • Frequência escolar é reduzida entre crianças e jovens com deficiência, inferior aos índices de crianças sem deficiência.
  • O acesso à educação superior aumentou significativamente entre 2014 e 2024.
  • Matrículas de alunos com deficiência triplicaram, especialmente em cursos a distância.

Agência Brasil Taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência
Taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência

A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência, de 15 a 29 anos, é 12,2% no Brasil, segundo dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE. Este índice é 12 vezes maior que o observado entre pessoas sem deficiência na mesma faixa etária, que registra 1%.

Conforme a pesquisadora do IBGE, Luanda Botelho, a diferença não se limita à questão geracional, apesar de ser mais evidente entre idosos. A desigualdade também impacta os jovens de forma significativa.

A dificuldade de leitura é mais prevalente entre indivíduos com dificuldades associadas às funções mentais, atingindo 40,4%. Aqueles com múltiplas deficiências apresentam uma taxa de analfabetismo de 34%.

Mesmo entre os que possuem apenas dificuldade de enxergar (3,5%), a taxa ainda supera em três vezes a das pessoas sem deficiência. Outros grupos com altas taxas incluem aqueles com dificuldade de ouvir (10%) e de caminhar (23,3%).

A frequência escolar também é reduzida: apenas 92,6% das crianças de 6 a 14 anos e 79,5% dos jovens de 15 a 17 anos com deficiência estão na escola. Esses índices são inferiores aos de crianças e jovens sem deficiência, que são 98,4% e 85,4%, respectivamente.

Além disso, o acesso à educação superior viu crescimento significativo entre 2014 e 2024, com a presença de alunos com deficiência quase triplicando: de 33.377 para 95.572 matrículas.

O aumento das matrículas foi mais expressivo nos cursos a distância, que multiplicaram por seis, enquanto os cursos presenciais dobraram nesse período.

Fonte: Agência Brasil