Educação

GRAVIDEZ PRECOCE

Gravidez precoce limita educação e oportunidades, diz Plan Brasil

Pesquisa revela que 61% das jovens grávidas interrompem os estudos; impacto é profundo

Teresinha Ferreira

04 de agosto de 2026 às 14:08 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • A gravidez na adolescência interrompeu os estudos de 61% das jovens entrevistadas.
  • A pesquisa "Marcas do Tempo" ouviu mais de 1,5 mil mulheres de 19 a 29 anos no Brasil.
  • Entre as que não engravidaram cedo, apenas 33% interromperam os estudos.
  • 80% das entrevistadas deixaram empregos por causa da maternidade.
  • 83% perderam oportunidades profissionais ao cuidar dos filhos.
  • 73% das jovens grávidas sofreram discriminação em ambientes sociais.
  • Após a gravidez, 59% viveram em união estável, com maior chance de casamento precoce.
  • A pesquisa recomenda políticas públicas integradas, como educação sexual e creches acessíveis.

Agência Brasil Gravidez precoce
Gravidez precoce

A gravidez na adolescência interrompeu os estudos de 61% das jovens entrevistadas em pesquisa da Plan Brasil. O estudo, intitulado Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil, está disponível no site da organização.

A pesquisa ouviu mais de 1,5 mil mulheres de 19 a 29 anos em todo o Brasil, comparando grupos que engravidaram na adolescência com aquelas que não passaram por essa experiência. Entre as que não engravidaram cedo, apenas 33% interromperam os estudos. Segundo a CEO da Plan Brasil, Cynthia Betti, essa situação aprofunda desigualdades preexistentes.

Oito em cada dez entrevistadas reportaram deixar empregos devido à maternidade. Foram 83% as que já perderam oportunidades profissionais por precisar cuidar dos filhos. A pesquisa aponta que jovens grávidas acumulam desvantagens maiores, e 73% delas relatam discriminação, seja em ambientes familiares, escolares ou de saúde.

A discriminação frequente inclui julgamento sobre a capacidade intelectual e profissional dessas jovens. Além disso, 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em união estável após a primeira gravidez, ampliando em 19 pontos percentuais a chance de casamento antes dos 16 anos.

Para Betti, essas jovens não perderam apenas oportunidades de trabalho ou estudo, mas também a autonomia de decidir seus próprios caminhos. A pesquisa faz recomendações para políticas públicas integradas, como educação sexual acessível e creches com horários compatíveis.

Fonte: Agência Brasil