EDUCAÇÃO NO BRASIL
Teresinha Ferreira
10 de setembro de 2026 às 08:02 ▪ Atualizado há 2 horas
O Brasil diminuiu a diferença entre o desempenho dos seus estudantes e a média dos países da OCDE no Pisa 2025, contudo, ainda não houve um avanço significativo em aprendizagem. Esta diferença reduziu não devido a melhorias internas, mas porque a média dos países da organização recuou.
De acordo com Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, o país manteve resultados estáveis enquanto a média da OCDE caiu. Ele destaca que o desafio é promover avanços consistentes de aprendizagem.
O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) avalia conhecimentos de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências. No Brasil, os resultados para 2025 mostram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, índices que permanecem abaixo da média da OCDE.
Em termos de atraso, o Brasil está cerca de 4,6 anos atrás em matemática em comparação com a média da OCDE. Apesar disso, houve uma redução significativa na diferença entre 2006 e 2025 nos três temas avaliados: leitura, matemática e ciências.
Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, chama a atenção para a desigualdade socioeconômica e os altos números de estudantes abaixo do nível básico de proficiência. Ele enfatiza que as diferenças são mais visíveis em matemática e ciências.
O Pisa 2025 avaliou 760 mil estudantes em 91 países, incluindo o Brasil, que contou com a participação de 30.140 estudantes. A maioria veio de escolas estaduais urbanas. O foco da edição foi o letramento em ciências.
Uma preocupação crescente é com o uso de tecnologia em sala de aula. Em 2025, 81% das escolas brasileiras avaliadas limitaram o uso de celulares, comparado com 37% em 2022, medida alinhada às diretrizes do MEC para reduzir distrações digitais.
Fonte: Agência Brasil