RETOMADA

Setor industrial apresenta soluções para a manutenção de empresas no Piauí

Uma das propostas é a redução da mão de obra e de expediente de trabalho


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industria Foto: Divulgação/CNI

Diversos segmentos foram afetados com a crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), devido as medidas preventivas adotadas no Brasil. No Piauí, empresários do setor industrial têm manifestado preocupação com a sobrevida de empresas que estão com suas atividades paralisadas comprometendo a movimentação da economia.

O mercado financeiro estima queda da economia este ano no país. O boletim consta na revista Focus do Banco Central e prevê recuo do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Andrade Júnior, informa que o trabalho pode continuar e sempre preservando a vida e os trabalhadores.

O gestor reforça que hoje a indústria piauiense emprega 52 mil trabalhadores e representa 12% do PIB do Estado, isso dá na ordem de R$ 5 bilhões ao ano. O segmento propõe uma redução da mão de obra de 50%, e nesse percentual não estaria incluso o grupo de risco com pessoas acima de 60 anos e que apresentem doenças crônicas.

"Teríamos também uma redução do expediente de trabalho, que ao invés de oito horas passaria a trabalhar em expediente único de seis horas garantindo a distância mínima de dois metros entre trabalhadores. Além do uso de todos os EPI´s para que não haja a transmissão e disseminação do vírus, aplicação de treinamentos semanais dentro da indústria com os colaboradores e dar total acesso aos órgãos fiscalizadores para que verifiquem a aplicação dessas medidas dentro dos chãos de fábrica e canteiros de obra", sugere o industrial.

Andrade Júnior relata ainda que as medidas propostas são fundamentais para a sobrevivência das empresas no mercado econômico. "A proposta de redução não é para pensar em lucros, mas para manter a empresa viva e dar condições aos trabalhadores. A indústria é a salvação para o nosso Estado e eu diria ainda que representa pouco do PIB com um espaço enorme para avançarmos", finaliza o presidente do CIEPI.

Fonte: Iconenoticia

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