EMPREENDEDORISMO

Reeducandos de Oeiras produzem petas caseiras

Os cursos profissionalizantes ofertados no sistema prisional são ferramentas importantes para a ressocialização dos internos


Reeducandos empreendendo

Reeducandos empreendendo Foto: Thanandro Fabrício/Sejus

As famosas petas caseiras ou biscoitos de polvilho, tradicionais no café da manhã do piauiense, são também produzidos, diariamente, na Penitenciária Regional de Oeiras. Os reeducandos da unidade penal, capacitados através de curso profissionalizante, produzem o alimento que serve de consumo no estabelecimento penitenciário.

Os cursos profissionalizantes ofertados no sistema prisional são ferramentas importantes para a ressocialização dos internos. Além disso, o conhecimento para novas atividades profissionais é imprescindível para dar novas perspectivas ao recluso, quando ele readquirir a liberdade.

Recentemente, reeducandos custodiados na Penitenciária de Oeiras concluíram o curso de Panificação e Confeitaria, uma oferta do Programa de Capacitação (Procap), através de convênio entre a Secretaria de Justiça e o Ministério da Justiça.

A gerência da unidade penal apoia os reeducandos nesse processo de ressocialização, e também a atividade laboral dentro dos presídios. "Os cursos fazem parte de um pilar primordial, que é a educação, pois sem ela é difícil a recuperação social. Vimos com bons olhos o empenho e a dedicação dos internos que fizeram o curso na unidade. Estamos vendo a possibilidade de aumentar a produção e tentar a comercialização das petas, que são umas das melhores da região", comentou Isaú Moura, diretor da Penitenciária. 

O secretário de Justiça, Carlos Edilson, frisa a importância dos cursos e atividades desenvolvidas no sistema prisional em prol da ressocialização. "Um dos objetivos da nossa gestão é atingirmos o maior número de reeducandos nesse processo de transformação, reinserção social. Os projetos desenvolvidos nas unidades são fundamentais para lograrmos êxito nessa questão", disse o gestor.

Atualmente, a produção das petas caseiras servem apenas para o consumo interno, já que os produtos são servidos como lanche na unidade. No entanto, a gerência da unidade espera aumentar a produção para servir, também, como fonte e auxílio na manutenção do estabelecimento penal.

Fonte: Ramiro Pena

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