PRODUÇÃO

Projeto de Investimento Produtivo apresenta bons resultados em Batalha

O investimento contempla a construção de uma unidade de processamento de produtos de panificação, quintais produtivos além de aviários de galinhas caipiras.


Agricultura

Agricultura Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), por meio do Projeto de Geração de Emprego e Renda (Progere II), tem implantado diversos Projetos de Investimentos Produtivos (PIP), no estado do Piauí, um deles está localizado no Assentamento Terra Ativa, no município de Batalha.

Criado no ano de 2003, o assentamento foi um dos primeiros contemplados com o Projeto “Nossa Primeira Terra”, sendo formado inicialmente por um grupo formado por 60 pessoas, todas beneficiárias do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).  A Associação de Desenvolvimento Sustentável dos Jovens Produtores e Produtoras Rurais Terra Ativa (Adeprota) foi criada a partir do grupo de jovens com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município.

O assentamento formado em sua maioria por mulheres contou com  o apoio de diversas instituições como o Centro de Educação Ambiental e Assessoria (CEAA), que auxiliou a execução da Chamada Pública Sustentabilidade (SRA/MDA); do Projeto Tecendo a Autonomia das Mulheres (DPMRQ/MDA), do Programa Crédito Fundiário, da Igreja Católica, da União de Mulheres de Batalha,  Fetag-PI, STTR de Batalha, dentre outras entidades que tiveram papel de relevância no fortalecimento e aparelhamento e gestão do assentamento.

Segundo Miscelene Cruz, agricultora e liderança do assentamento, é importante ressaltar a força da comunidade. “Umas das características do grupo é a perseverança. Queremos crescer, ajudar a formar nossos jovens, que tenham oportunidade de estudos e voltem para seu assentamento e nos apoiem no processo de mudança, garantindo um futuro melhor”, ressaltou.

Além da Associação de Desenvolvimento Sustentável dos Jovens Produtores e Produtoras Rurais Terra Ativa (Adeprota), também existe no assentamento, o grupo de mulheres organizadas criado com a intenção de buscar alternativas que pudessem gerar renda e aproveitar o potencial do assentamento. Atualmente, são sete mulheres que produzem e comercializam doces, salgados, bolos, pães e afins, todos feitos de forma artesanal.

Segundo a diretora do Progere, Janaína Mendes, nesse processo, o grupo contou com apoios relevantes e a participação da SAF que estimulou a participação em Feiras municipais e territoriais. Após a inserção no Progere II, através da aprovação e apoio na execução do PIP, foi possível inserir as famílias em novos mercados de comercialização com a melhoria das instalações e de processamento, ampliação das oportunidades de trabalho e renda na comunidade, principalmente para as mulheres e jovens. “Dessa forma, proporcionou-se o empoderamento social, político e econômico. Além do projeto, o assentamento também recebeu outras políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA)”, destacou.

Patrícia Vasconcelos, superintendente de Programas para a Agricultura Familiar, destaca que o assentamento é exemplo no município de Batalha, pela sua força, organização e também pela sua produção. “É muito interessante o trabalho que o Progere II, através da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Centro de Educação Ambiental e Assessoria (CEAA) vem fazendo que vai além do acompanhamento técnico, pois vem ajudando a transformar sonhos em renda e fortalecimento social, aumentando a auto-estima e o sentimento de pertencimento.É muito bonito de ver”, observou

O Plano de Investimento Produtivo foi aprovado pelo Progere II através da SAF e está em fase de conclusão. O investimento de R$149.999,19 contempla a construção de uma unidade de processamento de produtos de panificação, quintais produtivos além de aviários de galinhas caipiras, que será um suporte importante para a produção das mulheres do assentamento.

De acordo com Janaína Mendes, diretora do Progere ll, a produção de bolos e biscoitos, que era feita de maneira artesanal, agora será feita com a estrutura necessária para que os produtos sejam produzidos com uma melhor qualidade. “O grupo foi contemplado com uma unidade de processamento de produtos de panificação que dá toda as condições que elas precisam para produzir os produtos dentro das exigências do mercado. Além disso, o grupo também conta com os quintais produtivos, onde há criação de galinhas e plantas frutíferas, que contribuem na melhoria da qualidade de vida dos agricultores e agricultoras”, finalizou.

Fonte: CCOM

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