Economia

MERCADO AQUECIDO

Piauí lidera geração de empregos no Nordeste e está entre os 4 melhores do Brasil

Estado criou mais de 3 mil vagas com carteira assinada em junho e acumula 65 mil novos postos de trabalho em quatro anos

Natalia Costa

31 de julho de 2026 às 15:26 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Piauí lidera a geração de empregos formais no Nordeste pelo sexto mês consecutivo.
  • Em junho de 2026, houve um saldo positivo de 3.023 novos empregos.
  • Passou de 376.986 empregos em maio para 380.009 em junho (crescimento de 0,80%).
  • O crescimento do Piauí supera a média nacional, que foi de 0,30%.
  • Principais setores: indústria sucroalcooleira, construção civil e agronegócio.
  • A fabricação de álcool gerou 926 novos empregos.
  • Entre janeiro e junho de 2026, o estado criou 11.700 empregos (crescimento de 3,18%).
  • A Serra da Capivara destacou-se com crescimento de 15,56% no ano.
  • Teresina lidera entre os municípios, com 5.152 novas vagas no semestre.
  • De dezembro de 2022 a junho de 2026, o Piauí criou 65.395 vagas, um aumento de 20,79%.
  • Os setores que impulsionaram o mercado incluem indústria, construção civil e agronegócio.

Governo do Estado Geração de empregos formais
Geração de empregos formais

O Piauí manteve a liderança regional na geração de empregos formais e alcançou, pelo sexto mês consecutivo, o primeiro lugar entre os estados do Nordeste na criação de novas vagas com carteira assinada. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que o estado encerrou junho de 2026 com saldo positivo de 3.023 novos empregos em relação ao mês anterior.

Com o resultado, o número de trabalhadores com carteira assinada no Piauí passou de 376.986, em maio, para 380.009, em junho, representando um crescimento de 0,80% no período. O desempenho colocou o estado também entre os quatro melhores do Brasil em geração de empregos formais no mês.

O crescimento registrado no Piauí ficou acima da média nacional. Enquanto o país apresentou avanço de 0,30% na criação de novos postos de trabalho, o estado teve uma expansão mais que duas vezes superior.

Entre os setores que impulsionaram o resultado estão a indústria sucroalcooleira, a construção civil e o agronegócio. A fabricação de álcool foi a atividade que mais abriu vagas em junho, com 926 novos empregos formais. Em seguida aparecem a construção de edifícios, com 309 postos, a construção de rodovias e ferrovias, com 241, e o cultivo de soja, com 157 novas oportunidades.

Piauí acumula 11,7 mil empregos gerados em 2026

O desempenho positivo não ficou restrito ao mês de junho. No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Piauí já contabiliza a criação de 11.700 empregos com carteira assinada, um crescimento de 3,18% no ano.

O resultado coloca o estado como líder do Nordeste também no acumulado de 2026 e na quarta posição entre todas as unidades federativas brasileiras.

Entre os territórios piauienses, o destaque foi a Serra da Capivara, que registrou crescimento de 15,56% no acumulado do ano. Somente em junho, a região teve alta de 3,16%, o maior avanço entre todas as regiões do estado.

Teresina concentra maior número de novas vagas

Entre os municípios que mais geraram empregos no primeiro semestre de 2026, Teresina aparece na liderança, com 5.152 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Na sequência estão União, com 1.835 vagas criadas, e Pajeú do Piauí, com 702 novos empregos.

Os números também mostram um crescimento expressivo quando analisado um período mais longo. Entre dezembro de 2022 e junho de 2026, o Piauí abriu 65.395 novas vagas formais.

Nesse intervalo, o número de trabalhadores com carteira assinada no estado aumentou de 314.614 para 380.009, uma evolução de 20,79%.

Setores impulsionam mercado de trabalho no estado

A expansão da indústria, da construção civil e do agronegócio tem contribuído para a diversificação da economia piauiense e para o aumento das oportunidades de emprego.

O setor sucroalcooleiro teve papel de destaque no resultado de junho, principalmente pela fabricação de álcool, que liderou a lista das atividades que mais contrataram. A construção civil também manteve ritmo positivo, impulsionada por obras de infraestrutura e novos empreendimentos.

O avanço do agronegócio, especialmente com o crescimento do cultivo de soja, também aparece como um dos fatores que fortalecem a geração de empregos formais no estado.