Economia

CRÍTICA GALÍPOLO

Galípolo critica empresas que buscam garantias do FGC sem ativos

Presidente do Banco Central alerta sobre riscos e reforça papel do Fundo Garantidor

Teresinha Ferreira

14 de agosto de 2026 às 00:07 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, criticou a pressão de instituições não bancárias por usarem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.
  • Empresas de pequeno e médio porte estão atuando como bancos sem ativos suficientes, segundo Galípolo.
  • Reguladores e o Banco Central estão atentos a essas práticas para evitar comportamentos indesejáveis.
  • O desequilíbrio de competição pode desestabilizar o mercado financeiro.
  • O FGC protege pequenos investidores, crucial durante crises, cobrindo até R$ 250 mil em caso de falência.
  • Foi destacada a importância do FGC em evento comemorativo dos seus 30 anos, que incluiu uma exposição em São Paulo.

Agência Brasil Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para utilizarem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo. Segundo ele, muitas empresas, especialmente de pequeno e médio porte, tentam atuar como bancos usando garantias sem apresentar ativos suficientes.

Galípolo enfatizou a necessidade de coibir esse comportamento e destacou que reguladores e o Banco Central estão atentos a essas práticas. Ele afirmou: “É um tipo de comportamento que não é desejável”.

O presidente do BC explicou que essas empresas competem com bancos sob regras mais brandas para captação, o que pode desestabilizar o mercado. O FGC, instituído para proteger pequenos investidores, desempenha papel crucial ao oferecer estabilidade ao sistema financeiro.

Durante a comemoração dos 30 anos do FGC, Galípolo ressaltou a importância do fundo, especialmente durante crises como a de 2008. O FGC, criado em 1995, cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência de instituições financeiras.

O evento também marcou a inauguração da exposição "O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional", em São Paulo, que detalha a evolução e impacto do fundo na economia ao longo dos anos.

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Fonte: Agência Brasil