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Energia mais barata: Piauí possui apenas 2% de aderência ao mercado livre de energia

A energia de mercado livre é a possibilidade de contratação de energia desvinculada da distribuidora


Presidente do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Andrade Júnior

Presidente do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Andrade Júnior Foto: Ascom

Empresários e empreendedores do setor industrial do Piauí participaram de um encontro nesta terça-feira, dia 03, para tratar sobre a importância da energia de mercado livre e os sistemas de compensação de energia elétrica. Dados disponibilizados por empresa referência no setor elétrico do país, apontam que apenas 2% da indústria do Estado migrou para a energia de mercado livre, considerada mais barata para consumo.

O mercado livre é a possibilidade de contratação de energia desvinculada da distribuidora e atualmente apresenta 30% da energia consumida no Brasil, atendendo quase 6 mil clientes, que estão entre os maiores consumidores do país. O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Piauí (CIEPI), Andrade Júnior, informa a necessidade de se abordar o tema e como este tipo de energia pode contribuir na redução de custos para as empresas.

"A nossa intenção foi trazer para a indústria do Piauí a oportunidade de conhecer opções de contratação de energia. Em nossa maioria temos contrato com a Equatorial e aqui apresentamos a possibilidade de se aderir ao mercado livre. Para realizar o contrato, o empresário necessita possuir uma demanda mínima de 500 kva (Quilovoltampere), uma conta em média de R$ 60 mil, que é correspondente a esse consumo. Nós empresários sempre pensamos que a energia solar seria a melhor opção para consumo. Ela é importante sim, mas observamos que não é a ideal para todas as indústrias e consumidores. É preciso estudar caso a caso e verificar a necessidade de cada um", afirma.

A assessora de comercialização, Gabriela Rainer, explica os benefícios de empresas e indústrias migrarem para o mercado livre de energia. "Quando se fala em mercado livre de energia, pode-se dizer que é a energia mais barata que o industrial vai ter acesso. Então, dentre os benefícios, tem a questão de ter a certeza do valor que vai ser pago, não terá mais a questão das bandeiras tarifárias, ou seja, se paga um preço fixo por essa energia que está sendo contratada. Então, tudo isso dá a segurança e consequentemente a economia", ressaltou.

A participação do Piauí neste tipo de consumo de energia mais barata ainda é tímida, como afirma Gabriela Rainer. "Vemos que apenas 2% da indústria do Piauí migrou para o mercado livre, então temos um potencial muito grande para movimentação. Vale ressaltar que com a mudança, a indústria não tem risco de ficar sem energia, é tudo muito tranquilo e ela não tem nenhuma grande alteração no dia a dia dela", informa a assessora de comercialização da Delta Energia.

Fonte: Icone Comunicação

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