Economia

TESOURO SELIC

Dívida pública federal pode ter até 53% corrigida pela Selic

Tesouro aumenta participação de títulos atrelados aos juros básicos na dívida total, diz relatório.

Teresinha Ferreira

26 de agosto de 2026 às 17:10 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A Dívida Pública Federal (DPF) corrigida pela Taxa Selic pode alcançar entre 49% e 53% até 2026.
  • Investidores estão mais interessados em títulos atrelados à Selic, atualmente em 14% ao ano.
  • A revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) foi divulgada, mantendo metas para a gestão da dívida pública.
  • O total da DPF para o fim de 2026 deve ficar entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
  • A participação de títulos prefixados e corrigidos pela inflação diminuiu, enquanto a de títulos atrelados à Selic aumentou.
  • Títulos prefixados enfrentam menor emissão em períodos de alta instabilidade econômica.
  • Títulos vinculados à Selic passaram de uma faixa de 46%-50% para 49%-53% do total da dívida.
  • Títulos corrigidos pela inflação ajustados para 21%-25% e prefixados para 20%-24%.
  • Títulos atrelados ao câmbio permanecem entre 3%-7%.
  • O prazo médio da DPF foi mantido entre 3,8 e 4,2 anos.
  • A demanda por títulos ligados à Selic cresceu devido ao lançamento do Tesouro Reserva.

Agência Brasil Dívida pública federal
Dívida pública federal

De acordo com o Tesouro Nacional, a proporção da Dívida Pública Federal (DPF) corrigida pela Taxa Selic poderá atingir entre 49% e 53% até 2026. Este ajuste reflete o crescente interesse dos investidores por títulos vinculados aos juros básicos da economia, que atualmente estão em 14% ao ano.

Essas diretrizes foram apresentadas na revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgada na quarta-feira (26), reafirmando metas e parâmetros para a gestão da dívida pública federal. Embora o valor total projetado da DPF para o final de 2026 permaneça entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, a composição da dívida foi ajustada.

A revisão indica aumento na participação de títulos atrelados à Selic e uma diminuição nas fatias de títulos prefixados e corrigidos pela inflação. Os papéis prefixados oferecem previsibilidade, mas enfrentam menor emissão durante a instabilidade econômica devido às altas taxas de juros exigidas pelos investidores.

As novas metas destacam os títulos vinculados à Selic, que passaram de uma faixa de 46% a 50% para 49% a 53% do total da dívida. Já os títulos corrigidos pela inflação foram ajustados de 23% a 27% para 21% a 25%, enquanto os prefixados caíram de 21% a 25% para 20% a 24%. Os títulos atrelados ao câmbio tiveram sua faixa mantida entre 3% e 7%.

Segundo o Tesouro, a demanda por títulos ligados à Selic aumentou também devido ao lançamento do Tesouro Reserva, um papel similar aos produtos de investimento oferecidos por instituições financeiras, elevando ainda mais a atratividade dessas ofertas. O prazo médio da DPF foi mantido de 3,8 a 4,2 anos.

Fonte: Agência Brasil