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Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por aplicativos, diz IBGE

Pesquisa do IBGE revela alta na dependência de plataformas digitais em 2025.

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 10:01 ▪ Atualizado há 8 horas

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  • Em 2025, cerca de 2 milhões de brasileiros trabalharão por aplicativos, conforme o IBGE.
  • A maioria desses trabalhadores atua por conta própria, com jornadas mais longas e rendimentos por hora menores.
  • 1,959 milhão de trabalhadores por aplicativos representam 1,9% da força de trabalho total.
  • 1,2 milhão atuam em apps de transporte, enquanto 19,2% são entregadores.
  • Outros 313 mil trabalham em serviços gerais ou profissionais, como design e tradução.
  • 72,1% dos trabalhadores por aplicativos não têm cobertura previdenciária.
  • O rendimento médio mensal desses profissionais é de R$ 3.147, mas com jornadas mais extensas.
  • O uso de apps como ocupação principal cresceu 9,1% em relação a 2024.
  • O STF discute a regulamentação da relação empregatícia para trabalhadores de plataformas.

Agência Brasil Trabalhadores por aplicativos
Trabalhadores por aplicativos

O Brasil possui cerca de 2 milhões de pessoas trabalhando por aplicativos em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revela que a maioria desses trabalhadores atua por conta própria.

Esses "plataformizados" têm jornadas semanais mais extensas e rendimentos inferiores por hora quando comparados a outros setores do mercado privado. De acordo com a pesquisa, 1,959 milhão de trabalhadores representam 1,9% do total de ocupados.

Destes, 1,2 milhão usam apps de transporte como Uber e 99. Cerca de 19,2% são entregadores de plataformas como Rappi e iFood. Outros 313 mil atuam em serviços gerais ou profissionais, como designers e tradutores.

Não obstante, a informalidade é uma característica marcante entre essas ocupações, com 72,1% dos trabalhadores por aplicativos sem cobertura previdenciária. O rendimento médio mensal desses profissionais foi de R$ 3.147, semelhante ao dos não plataformizados, porém com jornadas semanais mais longas.

O IBGE também aponta um crescimento no uso de apps como ocupação principal, com 1,8 milhão de trabalhadores nesse cenário em 2025, um aumento de 9,1% em relação a 2024.

O fenômeno da "uberização" continua no centro de debates sobre direitos trabalhistas, com o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda discutindo a possível regulamentação do vínculo empregatício para trabalhadores de plataformas digitais.

Fonte: Agência Brasil