COMÉRCIO EXTERIOR
Teresinha Ferreira
04 de setembro de 2026 às 16:09 ▪ Atualizado há 39 minutos
A balança comercial do Brasil apresentou um superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, impulsionada pelas exportações de petróleo, soja, cobre e café. O resultado representa um aumento de 23,8% em comparação com o mesmo mês em 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Esse desempenho coloca agosto como o terceiro maior superávit da história para o mês, atrás apenas de 2023 e 2021. O crescimento foi liderado por um aumento de 12,2% nas exportações, atingindo US$ 33,2 bilhões.
A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, marcando o maior valor já registrado para agosto.
O crescimento das exportações foi impulsionado pela indústria extrativa, registrando US$ 8,3 bilhões, um aumento de 16,4%. Destaque para os minérios de cobre e níquel. Já a indústria de transformação e o agronegócio também contribuíram significativamente.
Por outro lado, as exportações de minério de ferro caíram 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda é atribuída principalmente à redução nos preços médios e no volume exportado.
Nas importações, houve um crescimento de 9,2%, chegando a US$ 25,8 bilhões. O aumento foi puxado por bens de consumo e bens intermediários.
No acumulado do ano até agosto, o superávit comercial é de US$ 55,3 bilhões, o segundo maior desde 1989.
O Mdic revisou suas projeções para 2026, estimando um superávit de US$ 90 bilhões, acima das previsões do mercado financeiro, que espera US$ 78 bilhões para o mesmo período.
Fonte: Agência Brasil