Arte e Cultura

LEGADO DE MOACIR SANTOS

Moacir Santos: legado centenário na música afro-brasileira

Maestro completaria 100 anos, unindo ritmos afro-brasileiros e jazz.

Teresinha Ferreira

26 de julho de 2026 às 08:40 ▪ Atualizado há 49 minutos

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  • Moacir Santos, compositor e maestro brasileiro, completaria 100 anos em 26 de julho.
  • Conhecido por fusionar ritmos afro-brasileiros com jazz, porém é menos reconhecido no Brasil.
  • Nasceu em Serra Talhada, Pernambuco, e começou na música em bandas marciais.
  • Trabalhou em orquestras de circo, bandas militares e na Rádio Tabajara e Rádio Nacional.
  • Teve grandes músicos como Baden Powell e João Donato entre seus alunos.
  • O álbum "Coisas" (1965) é uma obra-prima que combina música afro-brasileira e jazz.
  • Nos EUA, colaborou com Henry Mancini e Lalo Schifrin e lançou álbuns pela Blue Note, como "Maestro".
  • Recentemente, seu centenário foi celebrado com eventos e o projeto "Ouro Negro".
  • Sua estética mistura intelectualidade e tradição oral afro-brasileira, inspirando músicos mundialmente.

Agência Brasil Moacir Santos, compositor e maestro brasileiro
Moacir Santos, compositor e maestro brasileiro

Moacir Santos, compositor e maestro brasileiro, completaria 100 anos em 26 de julho. Sua obra é reconhecida pela fusão de ritmos afro-brasileiros com o jazz, mas carece de maior reconhecimento no Brasil. A canção Nanã, dedicada a uma orixá, destaca seu legado.

Santos nasceu em Serra Talhada, Pernambuco, e aprendeu música em bandas marciais na infância. Ele passou por orquestras de circo e bandas militares antes de se consolidar como um dos principais nomes da música brasileira. Faleceu em Los Angeles em 2006.

Foi regente da banda da Rádio Tabajara em João Pessoa e, no Rio de Janeiro, trabalhou como saxofonista e arranjador na Rádio Nacional. Grandes nomes como Baden Powell e João Donato estiveram entre seus alunos.

Seu álbum Coisas, de 1965, é considerado uma obra-prima, sintetizando a fusão entre música afro-brasileira e jazz. Mais tarde, nos Estados Unidos, trabalhou com Henry Mancini e Lalo Schifrin.

Moacir ainda lançou álbuns pela Blue Note, como Maestro, sendo indicado ao Grammy. Recentemente, eventos celebraram o centenário de seu nascimento, com destaque para o projeto Ouro Negro, reunindo artistas como Milton Nascimento e Gilberto Gil.

A estética de Moacir, misturando intelectualidade e tradição oral afro-brasileira, continua a inspirar músicos ao redor do mundo.

Fonte: Agência Brasil