Arte e Cultura

IMPACTO SOCIAL

Magali Moraes defende impacto social do humor em espetáculo

Comédia feita por artistas pretos mistura risadas e reflexões sobre preconceitos

Teresinha Ferreira

04 de julho de 2026 às 12:09 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Magali Moraes, comediante baiana, acredita em aliar risadas e transformação social no humor.
  • No Festival Latinidades, ela abordou preconceitos raciais, machismo e homofobia no projeto Humor Negro.
  • O projeto começou em 2019 em Salvador e foi adaptado para a TV pelo canal Multishow.
  • Magali vê o humor como ferramenta de mudança e para promover reflexões.
  • Ela utiliza experiências pessoais para conectar-se com a plateia.
  • Val Benvindo, produtora do espetáculo, busca valorizar artistas pretos e desafiar o termo "humor negro".
  • As mulheres sentem-se mais representadas em um cenário de humor inclusivo, segundo Magali.

Magali Moraes defende impacto social do humor em espetáculo

Magali Moraes, comediante baiana de 41 anos, acredita que é possível aliar risadas e transformação social no humor. Em apresentação no Festival Latinidades, em Brasília, a artista provocou reflexões ao abordar temas como preconceitos raciais, machismo e homofobia no projeto Humor Negro.

O projeto, iniciado em 2019 nos palcos de Salvador, reúne humoristas pretos e já foi adaptado para a TV através do canal Multishow. Magali destacou que o humor pode ser uma ferramenta de mudança, afirmando: “A intenção de fazer rir deve ser o objetivo principal, mas podemos rir e promover reflexões.”

Durante sua atuação, Magali utilizou a experiência pessoal e a vivência de outras pessoas para criar uma conexão com a plateia. “O humor nos ajuda a entender as violações do dia a dia de uma maneira mais leve”, explicou.

Val Benvindo, produtora baiana de 36 anos, idealizou o espetáculo como uma forma de valorizar artistas pretos e desafiar a expressão racista “humor negro”. O projeto começou no teatro Jorge Amado e se expandiu durante a pandemia, sendo selecionado para o Multishow e Globoplay.

Em entrevista à Agência Brasil, Magali enfatizou que as mulheres, em especial, sentem-se mais representadas em um cenário de humor que foge dos padrões tradicionais masculinos e brancos. “Somos capazes de rir das nossas próprias dores e provocar uma reflexão social”, concluiu a comediante.

Fonte: Agência Brasil



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